Vox Dei nº 440 de 26 de fevereiro de 2017

É tão bom quando se está alegre, celebrando a vida, ou comemorando alguma conquista pessoal ou de terceiros. No carnaval não é preciso de outras motivações para se esbaldar na alegria. É Carnaval e pronto! Período especialmente feito para dançar, cantar, se divertir nos blocos de rua ou nos bailes. É o período onde a fantasia é livre e cada um dá um jeitinho de se colorir para brincar o carnaval.

Muitas pessoas não gostam do carnaval por conter elementos considerados perniciosos ou até perigosos quando, por exemplo, há o consumo excessivo de bebidas alcoólicas podendo ocasionar desde acidentes de trânsito, violência, mortes, transmissão de doenças e até gravidez indesejada, dentre outras consequências funestas. 

Deus nos fez para sermos alegres. Jesus nos conclama a alegria. Essa alegria deve ser genuína quando se estabelecem limites na sua demonstração. A Euforia leva ao entusiasmo e à partir daí pode se perder a conexão com a realidade e com limites, faltando com o respeito aos demais. Nem todos conseguem estar alegres assim para curtir o carnaval.

Para algumas pessoas, há sérios impedimentos para estar conectado com toda essa produção de sons de música, buzinas, trânsito caótico pela obstrução de vias e tantos outros motivos que ao contrário, trazem angústia, sofrimento e dor. A produção de ruído, poluição sonora e de cenas chocantes podem acarretar sério desconforto em alguns. Por isso deve-se manter o respeito e o decoro.

É permitido ser feliz sim, mas não em detrimento do sofrimento do outro. Parece chato repetir, mas para alguns, a escapadinha para ir bem ali brincar o carnaval pode ser produto de uma traição. Aquela traição onde filhos, esposas, pais, irmãos são deixados de lado e assumem posição de “entrave” para a alegria, provocando brigas familiares. Porque não brincar todos juntos?

Algumas pessoas entendem que no Carnaval de rua tudo é possível a tal ponto de expor a genitália sensualizando com tudo, chegando ao cúmulo de utilizar imagens sagradas para nós católicos e para outras religiões pelo simples desejo de chocar, entendendo que a livre expressão dá direito ao desrespeito.

 

Vamos brincar, viajar, passear, curtir o carnaval sem esquecer que onde quer que se esteja, deve haver o devido respeito próprio e ao outro e é claro, principalmente ao nosso Deus que nos convida à alegria com harmonia entre todos.