Vox Dei nº 439 de 19 de fevereiro de 2017

Uma jovem vereadora, de 22 anos, que se intitula “Católica Apostólica Romana”, se recusa a entrar no rodízio voluntário para ler um trecho da Bíblia Sagrada na abertura de cada sessão, conforme prevê o Regimento Interno da Câmara de Vereadores de Araraquara, no interior paulista. Segundo a notícia, ela teria declarado textualmente: “E se ao invés de chamarmos o vereador para ler um trecho da Bíblia, a gente chamasse um vereador para vir aqui e encarnar um caboclo” “... ler o evangelho kardecista, o Alcorão, ou textos ateístas ?” Ela tenta justificar essa atitude pela laicidade do Estado e porque está ali para representar o povo. Entende que há uma separação entre a pessoa e a vereadora.

Esta representatividade a que ela se refere, passou por um processo de eleição onde a sua pessoa foi avaliada pelo conjunto de suas convicções e práticas. Talvez citar Buda, Gandhi, Martin Luther King, ou John Lennon, já que todos conclamavam à Paz, a faça parecer mais “antenada” com a modernidade.   

A atitude desta pseudocatólica só evidencia sua completa falta de conhecimento daquilo que consta na Bíblia Sagrada. Ela não conhece a missão apostólica sobre a palavra de Deus, sua mensagem de amor, paz, harmonia e, nesse caso, de verdade, ética e moral, de senso coletivo e de irmandade.

Apesar do discurso parecer “politicamente correto”, onde todos os segmentos religiosos possam também ter voz, eu diria que ela perdeu a grande oportunidade em contextualizar a palavra para apresentar Jesus como o grande pacificador, além de ser efetivamente o rosto humano de Deus naquela Casa.

Não impor a fé, mas demonstrar que há ali um modelo de vida que só leva à paz social, deixar Deus lá fora, desempenhar suas atribuições apenas pelas razões humanas pode levar às “práticas corrompidas” a que tanto se observa na política.

 

Amar a Deus sobre todas as coisas é o primeiro dos Mandamentos da Lei de Deus. Se esta moça realmente vivenciasse a religião que diz seguir, ela saberia elevar o nome de Deus acima de tudo e colocá-lO sempre sobre todas as suas ações, inclusive como representante do povo.