Vox Dei nº 436 de 29 de janeiro de 2017

As rebeliões de presos, nas penitenciárias do Amazonas, Rondônia e Rio Grande do Norte, assumiram proporções sanguinárias de barbárie, tanto pela quantidade de pessoas mortas quanto pelos atos de selvageria e mutilação praticados nos corpos. Aquelas pessoas presas estão afastadas da sociedade livre por terem sido acusadas e/ou cumprindo penas por sentença judicial, conforme a lei brasileira.

São considerados provisórios os presos ainda não sentenciados. Esgotadas todas as esferas de recursos, passam, então, à condição de condenados definitivos. Contudo, não existe pena de morte (pena capital) ou prisão perpétua no Brasil. Podem haver condenações que, somadas, alcançam até três dígitos, superando qualquer expectativa de vida de um ser humano. No Brasil, uma pessoa pode permanecer presa por até trinta anos, no máximo.

Gosto de lembrar que Pedro e Paulo (Apóstolos de Jesus) João Batista, e o próprio Jesus, também estiveram presos. Generalizar sobre a condição de estar preso é um perigo que pode acarretar sérias injustiças e não é motivo para inferir aleatoriamente uma sentença de culpa.

Em toda essa barbárie, praticada pelos próprios presos, imagina-se que há certa justificativa, afinal seriam todos “bandidos” de quem se pode esperar qualquer coisa. Todavia, contrariamente a tudo que há na lei, verifica-se que, em Belém, num único fim de semana, trinta e cinco pessoas em liberdade foram executadas sumariamente sem qualquer julgamento legal.    

Há que se rezar muito pela conversão dessas pessoas, para que mudem suas atitudes. Há que se exercer a misericórdia e, nesta ação, está o olhar à sua condição de pecador e de infrator das leis humanas. Não se pode desprezar nem o crime praticado e nem o criminoso. Assim como Deus é misericordioso e dá a chance ao pecador, rezemos para que essas pessoas também possam obter interiormente a chance de se render aos ensinamentos de Jesus.

 

Lembremos que não há pena capital na lei de Deus, mas que matar alguém é um pecado mortal que impõe o aprisionamento ao inferno!