Vox Dei nº 435 de 22 de janeiro de 2017

Segundo um psicólogo inglês, a terceira segunda-feira do mês de janeiro seria o dia mais triste do ano, fenômeno que chamou de “Blue Monday” (com tradução literal para o português, à primeira vista, como Segunda-Feira “Azul”).

A conclusão de que as pessoas se sentem mais tristes nessa data, envolve cálculos matemáticos. Todavia, a hipótese teria se baseado no fato de que, nessa data, a euforia provocada pelas festas de fim de ano dão lugar à fria realidade da vida prática. É quando o “espírito do Natal” se dissipa, as contas vão chegando, a rotina se normalizando, já ficou tarde para desejar “Feliz Ano Novo” e a vida vai seguindo seu curso sem ilusões. A realidade assume a forma de uma navalha afiada que corta os laços do espírito benfazejo: sai a esperança e assume a especulação.

A denominação desse fenômeno está no sentimento e não na cor. O psicólogo usa a expressão “blue” como sinônimo de melancolia, prostração; “to feel blue”, é sentir-se triste, infeliz, um outro significado da palavra “blue”. Confirmando essa assertiva, temos o emblemático gênero de canção do folclore negro norte-americano, de cunho melancólico, o muito conhecido, ritmo “blues”. Blue (Azul) também é a cor que sisnestesicamente significa ‘tristeza’ na cultura afro-americana.

Esse choque de realidade pode estar ligado ao poder de sugestão daquelas pessoas que se limitam a seguir a onda dos acontecimentos. Atrevo-me a dizer que são pessoas que não possuem a concretude do sentimento de pertença a nada ou a ninguém, vivem ao sabor do vento e quando a tempestade chega passam a odiar o vento. É óbvio que essa teoria se dá por amostragem, nem todos se sentem assim, uns porque não vivenciaram a explosão de consumo do final do ano, outros porque não se aprofundaram na vivência da espiritualidade advinda do Natal.

Nesse contexto, pode-se assegurar que há uma grande expectativa de que, quem crê em Jesus Cristo como Deus e Senhor não passe por tribulações e momentos de tristeza, ou que, quem tem a fé consolidada, não sofra de depressão, por exemplo. A perda de emprego, os graves problemas de saúde, as mortes inesperadas são intempéries que podem ser dirimidas, diluídas ou suprimidas como fonte de sofrimento, se a tudo enfrentarem com a fé nos propósitos de amor e misericórdia que há em Jesus!

Essa fonte de esperança é inesgotável, é um caminhar na serenidade de que com Ele tudo se resolve! Deus criou o homem para a alegria de viver, para estar em harmonia com tudo e com todos! Esse azul em qualquer dia da semana restará suavizado pelo amor de Deus por você, é só procurá-lo com a força da fé!