Vox Dei nº 458 de 2 de julho de 2017

Nada como ter um tempo pra descansar depois de um período de intensas atividades. Ás vezes em meio a tantas tarefas dá uma vontade de que cheguem logo as férias para poder mudar a rotina e relaxar.  Nesses tempos de recessão econômica, a criatividade impera na hora de buscar um pouco de diversão, algo que satisfaça a vontade de sair do ambiente usual e desestressar.

Por muito tempo as férias escolares dos filhos eram “aquela” época especial para uma maior e melhor convivência com os filhos estudantes, faziam-se planos preferencialmente para estar juntos com primos e familiares. Falo no passado porque na atualidade, as férias passaram a ser um tempo de separação ou um modo de “despachar” os filhos para viajar com terceiros ou deixá-los em casa com um arsenal de mídias eletrônicas.  

Parece muito forte usar tais assertivas, mas, infelizmente, com a desumanização das corporações e das atividades no mercado de trabalho em geral, aquela antiga fórmula para se agregar a família durante um tempo vai sendo mais difícil de sincronizar no tempo. Quando a economia cai em recessão, a força de trabalho entra em processo de mecanização no sentido de que as pessoas passam a ser vistas como a engrenagem de uma máquina cuja reposição está ávida para ser utilizada e com isso quem está trabalhando se submete a atender exclusivamente aos comandos de sua fonte pagadora dificultando o domínio de seu tempo para projetos próprios.

Assim, quem está sem fonte de renda, deseja ardentemente poder estar produzindo e ganhando seu sustento, e quem está trabalhando, mesmo que em atividade não muito agradável, sonha com um pouco de descanso. Ou seja, não ter nada pra fazer pode ter dois lados bem diferentes.

Já houve um tempo em que a mala era cheia com um traje de banho, roupinhas de verão confeccionadas nas costureiras, livros, gibis, jogos de mesa, bolas, raquetes, tesoura, tintas, revistas e outras fontes de atividades lúdicas. Quando nada disso era possível, a brincadeira corria solta no esconde-esconde, trinta e um, pula corda, queimada ou “cemitério”, adivinhações, “desconfio”, “bandeirinha”, ou nadar no rio quando conseguíamos ir para o interior. 

 

A criatividade pode fazer uma grande diferença no espírito de pais que não podem proporcionar viagens em férias. É necessário colocar seu empenho próprio para “curtir” atividades em conjunto com os filhos de qualquer idade, deixar o ambiente mais leve e não ficar se lamuriando por ser “obrigado” a umas férias diferentes! 

Adiene Martins Cavalcante Brabo