Vox Dei nº 457 de 25 de junho de 2017

Vivemos um tempo onde alguns valores parecem estar em desuso, especialmente o valor da própria vida humana. Dignidade, honestidade, probidade, honra, afiguram-se exceção à regra.

O Evangelho deste domingo nos conclama a lutar contra aqueles que procuram ferir de morte a alma. Buscamos sempre nos resguardar contra a violência física que pode nos levar à morte do corpo. Mas, o que fazemos para salvar nossa alma da morte eterna?

Às vezes, nem percebemos como os nossos sentidos se corrompem pela banalização dos acontecimentos. Fatos corriqueiros, cheios de significados subliminares, são assimilados gradativamente, a ponto de não nos importarmos mais. É assim que se mata a alma. Quando chamamos alguém de ‘desalmado’, significa classificá-lo como alguém que não tem alma; esta já foi entregue à morte pela maldade, pelo desamor, pela violência e outros comportamentos transgressores.

Por exemplo, ficamos devastados com as imagens de um filho agredindo sua mãe idosa, ‘viralizadas’ na Internet há poucas semanas. A violência física e psicológica resultou na prisão do indivíduo. Seu corpo foi preso, mas, e sua alma como estará, sabendo ter cometido um pecado mortal?

Observamos no noticiário a escalada da violência gratuita contra pessoas totalmente indefesas, como na agressão sofrida por um torcedor, no meio da rua, antes de uma partida de futebol. Até a livre expressão das preferências é maculada pela intolerância! Chegará um dia em que as partidas de futebol estarão fadadas ao que chamam de W.O (do inglês, “walkover”, que quer dizer: “vitória fácil”, especialmente quando não existem adversários).

Os atos de corrupção, praticados por políticos e empresários, são noticiados de modo tão amiúde que não parecem mais nos escandalizar. Todavia, são motivos importantes para ponderarmos sobre aquilo que deixamos acontecer conosco só porque “todo mundo faz”. Essas pessoas se deixam sucumbir pelo que há de mais insidioso, aviltante e escandaloso: a traição.

Há quem vire ativista ferrenho da causa das minorias, seja por raça, credo, gênero ou condição social, enfim, mas, infelizmente, aquela luta se perde na “intolerância contra os intolerantes”. Isso é triste e deveras preocupante!

 

Vamos sedimentar a fé, consolidar os preceitos ensinados por Jesus, disseminar a alegria de viver em Cristo, reconhecer quando somos envolvidos pela morte da alma para que cuidemos não perdê-la, afinal, uma vida eterna nos espera. Precisamos decidir se queremos a luz ou a escuridão eterna. 

Adiene Cavalcante Brabo