DIACONOS EM NOSSA PAROQUIA


A partir de nossa festividade deste ano (2016), observamos nas diversas celebrações de nossa paróquia, a presença de novos diáconos participando de diversos momentos de nossa igreja. Neste artigo vamos elucidar brevemente o que de fato é um diácono, sua ação, formação etc.
Na realidade a presença dos diáconos nas igrejas ainda é uma espécie de novidade, pois o Diaconato Permanente foi restabelecido em nossa Igreja Latina pelo Concílio Vaticano II (1962-1965 e regulamentado pelo Papa Paulo VI em 1967. 
Existem dois tipos de diáconos: o transitório e o permanente. O diácono transitório é aquele que recebe o sacramento da ordem, como diácono, para depois receber o grau de presbítero, ou seja padre. Já o permanente, sendo casado, não pode ascender a um grau superior, ficando permanentemente como diácono.
O diaconato permanente pode ser conferido a homens, casados (10 anos de matrimónio, no mínimo), acima de 35 anos de idade. O tempo de estudos e preparação em nossa arquidiocese para a formação do diácono permanente é de 4 anos. O diácono permanente é o único a viver a dupla sacramentalidade: da Ordem e do Matrimônio. Um não elimina o outro. Na verdade, são três grandes dimensões: familiar, profissional e eclesial. Sendo casado, e ficando viúvo o diácono não poderá casar-se novamente.
O sacramento da Ordem, que é um sacramento do ministério apostólico, compreende três graus: (conf CIC 1536)
1º grau: o episcopado (bispos);
2º grau: o presbiterado (padres) e
3º grau: o diaconato.
 
O diácono é ordenado para o serviço e não para o sacerdócio. Com a força da graça sacramental os diáconos servem o povo de Deus, em união com o Bispo e o seu presbitério, no ministério da Liturgia, da Palavra e da caridade. O diácono é ministro ordinário do batismo e ministro ordinário da Comunhão Eucarística. Ele pode dar bênçãos, abençoar objetos de devoção, em casas, carros etc. Pode dar a benção com o Santíssimo Sacramento, pode presidir a celebração do matrimônio. Porém, não pode, ao contrário do sacerdote, celebrar o sacramento da Eucaristia (Missa), confessar nem administrar a unção dos enfermos.
Tanto presbíteros (padres) quantos os diáconos usam algumas vestes litúrgicas que se não forem atentamente analisadas corremos o risco de acharmos, erradamente, que são iguais. Uma das vestes litúrgicas que fica bem caracterizado quem é o presbítero e quem é o diácono é a estola. A estola é uma faixa usada com as cores que variam de acordo com o tempo litúrgico. A do presbítero desce verticalmente em duas partes ao longo do corpo já a do diácono é atravessada no peito saindo sempre do ombro esquerdo.
Concluímos como uma constatação: precisamos rezar por novas e santas vocações sacerdotais, pois mesmo que tenhamos muitos diáconos permanentes sem os sacerdotes não teremos a Consagração, ou seja, não teremos Eucaristia e não teremos a confissão. Portanto rezemos por nossas famílias para que surjam do ceio delas os nossos futuros padres.
Conheça aqui os atuais diáconos de nossa paróquia:

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Diáconos Missias, Walter Rolim, Brito, Marcelo Lopes, Jorge Daniel, (Côn. Beltrão), Adalberto Montenegro e Paulo.

 

Texto:

Diácono Walter Rolim

(91) 98845.7464 (Oi)
(91) 98237.1936 (Tim)