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Publicação de 2017-07

A COMUNIDADE COLABORA

Vox Dei nº 453 de 28 de maio de 2017

A Trindade Santa é um único Deus e somos um único povo de Deus quando nos irmanamos na unidade da fé. É um mistério insondável que se materializa em Jesus e dá a perfeita dimensão de sua divindade e da nossa humanidade. Mas nem tudo é mais mistério! Há a concretização de um amor que transcedeu todo pecado e se disseminou entre os homens de boa vontade.

É com imensa alegria e fundados nesse amor e nessa fé que festejamos a Trindade Santa com louvores em belíssimas celebrações durante a FESTIVIDADE DA PARÓQUIA DA SANTÍSSIMA TRINDADE EM BELÉM.

A expectativa para o início da Festividade da Paróquia está em cada cantinho do complexo que envolve a praça, a Igreja, os Prédios Dom Zico e Monsenhor Geraldo. São inúmeras providências que envolvem burocracias junto aos órgãos públicos e para a segurança de todos.

A Diretoria primeiramente se une em oração para que todos possam desfrutar de momentos de fé e de alegria em família e assim foi criado um grupo de oração e intercessão. São momentos para um encontro mais íntimo com Jesus, uma conversa mais pessoal e reservada. Serão todas as noites no prédio Monsenhor Geraldo. Todos são convidados.

No palco as atrações que estarão fazendo fundo musical para a degustação de inúmeras gostosuras no arraial. Toda essa comida é fruto de doação da comunidade. Por isso, caso possa ajudar, não espere ser contactado: ofereça ajuda, ela será muito bem vinda.

Neste ano, a barraca do Brechó tem uma novidade: um desfile com roupas em excelente estado, estarão sendo mostradas e vendidas por precinhos de bazar. Imperdível!

No salão climatizado Dom Zico a cada noite, uma festa temática. É apenas um pequeno mimo para a comunidade formada por tantos povos, fazendo essa miscigenação linda que forma a população brasileira.

No jantar das Noites Temáticas são servidos pratos Japoneses, Portugueses, Italianos, Mediterrâneos, Paraenses, Brasileiros e tem até uma noite romântica com pratos assinados por Cheffs renomados da culinária local. Nesse particular, verifica-se que a generosidade tão característica do paraense é cunhada também na Festividade. Entidades e Empresas patrocinadoras mesmo em meio às dificuldades pelo momento econômico, se esforçam para contribuir com alegria e desprendimento. No entanto, aquela generosa contribuição da própria comunidade que chega mais perto colaborando com doações não é menor do que qualquer outra.

Quem adquire as cartelas para as Noites Temáticas, quem consome no arraial, quem oferece um óbolo no ofertório ou passa a ser Dizimista da Paróquia, estará contribuindo para um mesmo propósito: a manutenção da Igreja e dos prédios, as obras sociais das pastorais, grupos e serviços e o mais gratificante, o trabalho pastoral da propagação do Evangelho de Jesus.  

 

Que Deus recompense fartamente a colaboração de cada um. Amém!

Domingo da Ascensão do Senhor.

Vox Dei nº 453 de 28 de maio de 2017

Amados irmãos(as).

 

Celebrar a Ascensão de Jesus é celebrar seu modo novo de estar conosco, do Emanuel, Deus Conosco, manifestar-se em nosso meio.

Certamente esse modo novo do Senhor se manifestar entre os homens passa pela Comunidade, por suas atitudes que dão continuidade á missão do Senhor e que asseguram a continuidade da construção do Reino de Justiça e de Paz.

O Livro dos Atos dos Apóstolos, do qual é tirada a primeira leitura da solenidade de hoje, nos mostra Jesus dizendo aos seus discípulos que eles receberão o Espírito Santo e que Este os tornará suas testemunhas no mundo inteiro.

O Espírito que os discípulos receberão é o mesmo que esteve presente em Jesus. Os anjos que aparecem após a “subida” de Jesus ao Céu dizem aos discípulos para não ficarem de braços cruzados, mas agirem, isto é, continuarem a missão do Senhor. Os anjos dizem aos discípulos que Jesus vai voltar. Isso nos recorda a parábola contada pelo Senhor em que o patrão quando volta de viagem quer saber de seus servos o que fizeram, qual o produto do trabalho. Os anjos nos recordam a necessidade de deixar de ficar olhando para o céu e colocar mãos à obra, trabalhar!

O Evangelho de Mateus nos fala que o poder que Jesus recebeu do Pai e foi plenificado após sua ressurreição, é dado à Comunidade para que “Vá e faça discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que lhes ordenei!”.

Batismo e catequese! Batismo é a consagração, a configuração a Jesus Cristo, o Ungido e a Catequese é a implementação da Justiça. Logo, deveremos levar as pessoas a se configurarem ao Homem Novo, de acordo com o desejo do Pai e, depois, após conscientizá-los, levá-los a praticar a justiça e as bem-aventuranças. E Mateus termina citanda a certeza da presença eterna de Jesus ao nosso lado: “ Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo!”

A Ascensão de Jesus é a transformação da presença do Emanuel, do Deus Conosco. Sua presença é manifestada não através de uma figura visível, a de Jesus, mas através da ação libertadora praticada pelos membros da Comunidade.

Quando chegar o final dos tempos, a Parusia, veremos a “re-velação” do Senhor. Veremos que atrás de cada atitude cristã estava o Redentor – Cristo, o Autor de todo ato de bondade – o Pai, e nos inspirando, o Espírito de Amor.

Está solenidade nos prepara para nossa Festividade de 04/06 a 11/06, onde louvaremos o mistério da TRINDADE SANTA.

Boa semana.

Deus abençoe a todos.

Côn. Gonçalo.

 

 

È PREPARADA A FESTA

Vox Dei nº 452 de 21 de maio de 2017

Os preparativos para uma festa começam com a iniciativa em festejar, é um desejo que precisa brotar primeiro no coração para que as providências comecem.

Atualmente, se terceiriza tudo: desde o local, serviços, até os mínimos detalhes  para que o evento seja perfeito. Cerimonialistas se esmeram em apresentar as novidades para personalizar os detalhes e criar um diferencial marcante.

As festas que preparadas para acontecerem em casa mesmo, têm tantas providências que em muitos casos deixam os anfitriões tão cansados que mal conseguem aproveitar o momento. A facilidade em se programar e parcelar o pagamento de eventos através de empresas pode ser considerado para que isso não ocorra.

Nossa Paróquia estará em festa de 04 a 11 de junho e aqui, somos nós mesmos, os paroquianos que fazemos tudo acontecer. Nós somos os anfitriões e o nosso grande diferencial é a partilha. Nosso coração já está em festa!  Há a partilha da fé, do serviço e há a partilha dos itens necessários para o arraial. Uma diretoria é criada e uma grande equipe se forma para providenciar todos os detalhes. A comunidade toda é convidada a participar. A colaboração de cada um é um detalhe importantíssimo para o sucesso do evento.

Como diz nosso Pároco Cônego Gonçalo: - a nossa é a única Paróquia com três padroeiros: O Pai, o Filho e o Espírito Santo! Vamos honrar fazendo aquilo para o qual somos preparados constantemente: a divulgação do Evangelho de Jesus através da alegria da fé, de crer e difundir um modo de vida que não só enobrece o homem como agrada a Deus Nosso Senhor.

A festa que acontece é para as famílias, para que haja confraternização entre todos: paroquianos e convidados e devemos receber a todos muito bem! Há uma programação litúrgica muito linda todas as noites, e na saída, há um grande arraial com atrações artísticas e um festival gastronômico. Para isso é preciso contar com a generosidade daqueles que podem contribuir com o mínimo que seja. Há relatos da doação de uma paroquiana que timidamente doou um pouco de goma de tapioca que reservou, ela é Tacacazeira! Isso é muito lindo! Lembra-nos o óbolo da Viúva! Esse é o diferencial!

 

As mídias sociais da Paróquia: Facebook, Twíter, Instagran, estarão fornecendo todas as notícias relacionadas ao evento. Acesse e mantenha-se informado.

VI DOMINGO DE PÁSCOA

Vox Dei nº 452 de 21 de maio de 2017

O TEU ESPÍRITO ME CONSOLA E ENCORAJA

 

Amados irmãos (as).

 

A uma semana da Solenidade da Ascensão do Senhor a Igreja nos convida com a liturgia deste domingo, que é continuidade da liturgia do domingo passado, a prepararmo-nos para sua partida física de nosso mundo. O trecho do Evangelho de hoje é a segunda parte do primeiro discurso de despedida e tem como ponto central o amor dos discípulos a Jesus, expresso através da observância dos seus mandamentos. Jesus promete a eles o dom do Espírito da Verdade e assegura a sua presença a todo aquele que observar seus mandamentos. Essa notícia foi motivo de consolo e encorajamento para os discípulos e o é, hoje, para nós pois sabemos que Jesus nunca nos deixará sem rumo. Tal como o Povo de Israel que, no deserto, diante de si levava a arca da aliança com as tábuas dos mandamentos, representação da Presença de Deus em seu meio, a Igreja e cada um de nós, ao guardarmos e observarmos os mandamentos do Senhor, poderemos contar com a certeza da sua presença em nós e entre nós, não mais apenas sensível (física), mas espiritual e interior, pela fé. É uma presença tremenda que nos enche de coragem e ânimo para enfrentarmos os obstáculos e dificuldades. Mas, para desfrutarmos dessa graça é preciso que antes, observemos seus mandamentos. Já ouvi muitas pessoas queixando-se (eu mesmo já fiz isso) de não sentir Jesus atuando em sua vida diária, a tal ponto de chegarem a afirmar que Deus tem coisa muito mais importante a fazer do que se preocupar com seus problemas. Julgam que Deus está afastado delas. Será mesmo assim ou será que elas é que estão afastadas de Deus? Todas as vezes que não observamos os mandamentos de Jesus, o afastamos de nossa vida. Não é Ele quem se afasta! Todas as vezes que nosso comportamento contraria a vontade de Deus trazendo prejuízos aos nossos irmãos e à nós mesmos, somos nós que dizemos a Ele: "sai fora, vou fazer ou vou agir do jeito que eu quero!" 

Assim, se quisermos sentir a presença de Jesus e o consolo do seu Espírito, precisamos, antes, viver como Ele deseja que vivamos. E viver como Jesus é aceitar que teremos tribulações, muito mais com Ele do que sem Ele, porque nosso modo de vida começará a incomodar e denunciar o modo de viver de outras pessoas. Pedro, em sua primeira carta diz: Santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo, e estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir.  Fazei-o porém, com mansidão e respeito e com boa consciência. Então, se em alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom procedimento em Cristo. Pois será melhor sofrer praticando o bem, se esta for a vontade de Deus, do que praticando o mal.

Por isso, Jesus nos envia o Espírito Santo, como Advogado, nosso Defensor, que nos dará palavras e comportamentos acertados nos momentos de maior necessidade. Mas precisamos permitir sua ajuda! Quantas vezes diante de uma atitude o Espírito nos constrange, fala dentro de nós e não lhe damos ouvidos? Aproveitemos suas moções e deixemo-nos guiar para transpareça este poder que Deus tem de modificar nossa vida e a vida daqueles que estão à nossa volta. A caminhada com Cristo não é fácil. O terreno é íngreme e a passagem estreita. Ademais não somos perfeitos e muitas vezes derramamos lágrimas e caímos. Mas nosso Deus não nos condena, nos ajuda enviando-nos seu Espírito, para nos provar que é na nossa fraqueza que Ele revela sua força transformadora. Assim, seguindo a luz de sua Ressurreição e não afastando de nós o seu Espírito de Verdade, nós mesmos passaremos a brilhar para que mais irmãos o descubram e a Ele se entreguem.

Deus abençoe a todos.

Boa semana.

Côn. Gonçalo.

 

 

NASCER COMO MÃE

Vox Dei nº 451 de 14 de maio de 2017

Apesar de tanta tecnologia e estudos científicos, ainda não se encontrou uma forma artificial de se gestar uma vida humana.  Mesmo com o congelamento de embriões, as fertilizações in vitro, bebês de proveta, ainda assim, o ser humano precisa da mais complexa máquina natural para se desenvolver e vir à luz, nascer: o ventre materno.   

Nenhum  método contraceptivo existente, foi capaz de deter a genealogia humana através dos séculos. Para Deus que é o Senhor da vida, o criador de tudo, bastou um sopro sobre o barro moldado para dar a origem de toda a trajetória humana. Ele respeitou tanto a sua criação, que trouxe ao mundo seu filho Jesus para vivenciar cada passo de sua forma humana.  

Na atualidade, com o crescente movimento denominado “empoderamento da mulher” a maternidade passou a ser considerada uma opção de vida. Gerar e criar um outro ser humano passou a ser condicionado às possibilidades de inclusive, poder criar sozinha um filho.

Na contramão desses fatos, infelizmente observa-se um crescente número de seres humanos não são programados para nascer na segurança de uma família que cuidará e sustentará até que possa ser independente.  Meninas cada vez mais novas dão à luz de forma inconsequente, provocando o desencadeamento da genealogia do abandono e da miséria.

Em outra vertente, os filhos de ninguém se proliferam nas instituições, abandonados nas ruas, na insegurança de lares desfeitos, na falência moral e no descaso absurdo praticado pelos próprios autores daquelas vidas.

Tudo isso é motivacional para que se festeje cada vez mais aquela mulher que incondicionalmente se coloca na posição de mãe. Aquela mulher que gesta um filho mesmo que fora de seu próprio útero. Mulheres que na impossibilidade de engravidar, passam a fazer toda sorte de tratamentos para conceber ou se submetem à escolha aleatória ou não de adotar um filho e devotar-se a ele com todos os encargos afetivos e de criação.

A apresentadora Sandra Annemberg diz num vídeo que circula na internet, que ela achava que não tinha nascido com a vocação para ser mãe. Focou na carreira, mas, sentiu o chamado do relógio biológico e deu à luz. Fala que naquele dia também nasceu: como mãe! E foi aprendendo, se reeducou para educar. Errou querendo acertar, se culpa tanto e desculpa muito mais, ouve perguntas, mas, se questiona o tempo todo, tem expectativas e se frustra, tem paciência sem perder a ternura. Termina dizendo que a mãe deve ter orgulho de si mesma porque ser mãe é ser única. E única, é aquela que assume a maternidade de forma incondicional! 

 

A PASCOM DESEJA A TODOS UM FELIZ DIA DAS MÃES!

“V DOMINGO DE PÁSCOA”

Vox Dei nº 451 de 14 de maio de 2017

Jesus: caminho para o pai

Estimados irmãos e irmãs,

O evangelho deste quinto domingo da Páscoa faz parte do grande discurso de despedida de Jesus que nos ensina que Ele e o Pai são um só. Jesus nos ensina que Ele voltará para junto do Pai; que as criaturas humanas têm um destino eterno; Jesus nos ensina que Ele é o único caminho de acesso a Deus, e que os apóstolos, em conhecendo esse caminho, deviam encher-se de fé e de confiança na sua misericórdia.

Jesus inicia sua despedida dizendo que é uma viagem necessária, para lhes preparar um lugar, e que eles conhecem o caminho. Tomé responde que não. Jesus explica que ele mesmo é o caminho da Verdade e da Vida, o caminho pelo qual se chega ao Pai. Toda pessoa piedosa sonha ou deseja, ou melhor, quer ver e conhecer a Deus.

O homem e a mulher vivem, nestes tempos acelerados, em apreensão. A apreensão faz parte da natureza humana e não poderia ser diferente com os apóstolos. Todos nós queremos ver ao Pai, sentindo um desejo, menor ou mais intenso, de ver o rosto de Deus.

Os discípulos se sentem perturbados e desanimados, revelando a situação da comunidade no tempo em que o Evangelho de João foi escrito. A fé em Jesus e em Deus é capaz de sustentar seus seguidores também diante das dificuldades.

Ao se despedir, Jesus promete que vai preparar um lugar para os seus e os convida a segui-lo pelo caminho que é ele mesmo: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Essa bela autodefinição é o centro desse evangelho. Jesus não apenas aponta o caminho, mas ele é o caminho; não apenas revela a verdade, mas ele é a verdade; não apenas defende a vida, mas ele é a vida plena.

Jesus é o caminho da vida e por ele o Pai vem a nós, estabelecendo morada na comunidade. Para os judeus, a lei (Pentateuco) era o caminho de acesso a Deus e a verdade a ser acatada. Já Jesus propõe a si próprio como o caminho que revela o rosto do Pai, o caminho por meio do qual podemos entrar nos mistérios de Deus Pai.

Jesus é a verdade, que, em sentido bíblico, significa fidelidade plena ao Pai e à missão. Como verdade, ele é a revelação autêntica do projeto de Deus, a manifestação visível do amor do Pai. Jesus verdade é a sintonia profunda com os anseios divinos.

Jesus é a vida, pois a proporciona em plenitude. Ele sempre esteve ao lado da vida mais ameaçada. Ao longo de toda a sua missão, doou a própria vida para a defesa da dos outros. É ele que nos comunica a vida plena, pela qual tanto anseia o coração humano.

Fazer a experiência de Jesus, caminho, verdade e vida, é experimentar e ver o próprio Deus: “Quem me vê, vê o Pai”. A vida de Jesus, seu jeito de agir, sua liberdade para fazer o bem, seu amor pelos mais pobres, tudo isso torna visível o rosto amoroso do Pai. Sempre que agimos à maneira de Jesus, estamos colaborando para tornar Deus presente entre nós. Considerem, portanto, que esses ensinamentos são repletos de emoção, conselho e de encantamento espiritual.

 

Boa semana a todos!

“V DOMINGO DE PÁSCOA”

Vox Dei nº 451 de 14 de maio de 2017

Jesus: caminho para o pai

Estimados irmãos e irmãs,

O evangelho deste quinto domingo da Páscoa faz parte do grande discurso de despedida de Jesus que nos ensina que Ele e o Pai são um só. Jesus nos ensina que Ele voltará para junto do Pai; que as criaturas humanas têm um destino eterno; Jesus nos ensina que Ele é o único caminho de acesso a Deus, e que os apóstolos, em conhecendo esse caminho, deviam encher-se de fé e de confiança na sua misericórdia.

Jesus inicia sua despedida dizendo que é uma viagem necessária, para lhes preparar um lugar, e que eles conhecem o caminho. Tomé responde que não. Jesus explica que ele mesmo é o caminho da Verdade e da Vida, o caminho pelo qual se chega ao Pai. Toda pessoa piedosa sonha ou deseja, ou melhor, quer ver e conhecer a Deus.

O homem e a mulher vivem, nestes tempos acelerados, em apreensão. A apreensão faz parte da natureza humana e não poderia ser diferente com os apóstolos. Todos nós queremos ver ao Pai, sentindo um desejo, menor ou mais intenso, de ver o rosto de Deus.

Os discípulos se sentem perturbados e desanimados, revelando a situação da comunidade no tempo em que o Evangelho de João foi escrito. A fé em Jesus e em Deus é capaz de sustentar seus seguidores também diante das dificuldades.

Ao se despedir, Jesus promete que vai preparar um lugar para os seus e os convida a segui-lo pelo caminho que é ele mesmo: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Essa bela autodefinição é o centro desse evangelho. Jesus não apenas aponta o caminho, mas ele é o caminho; não apenas revela a verdade, mas ele é a verdade; não apenas defende a vida, mas ele é a vida plena.

Jesus é o caminho da vida e por ele o Pai vem a nós, estabelecendo morada na comunidade. Para os judeus, a lei (Pentateuco) era o caminho de acesso a Deus e a verdade a ser acatada. Já Jesus propõe a si próprio como o caminho que revela o rosto do Pai, o caminho por meio do qual podemos entrar nos mistérios de Deus Pai.

Jesus é a verdade, que, em sentido bíblico, significa fidelidade plena ao Pai e à missão. Como verdade, ele é a revelação autêntica do projeto de Deus, a manifestação visível do amor do Pai. Jesus verdade é a sintonia profunda com os anseios divinos.

Jesus é a vida, pois a proporciona em plenitude. Ele sempre esteve ao lado da vida mais ameaçada. Ao longo de toda a sua missão, doou a própria vida para a defesa da dos outros. É ele que nos comunica a vida plena, pela qual tanto anseia o coração humano.

Fazer a experiência de Jesus, caminho, verdade e vida, é experimentar e ver o próprio Deus: “Quem me vê, vê o Pai”. A vida de Jesus, seu jeito de agir, sua liberdade para fazer o bem, seu amor pelos mais pobres, tudo isso torna visível o rosto amoroso do Pai. Sempre que agimos à maneira de Jesus, estamos colaborando para tornar Deus presente entre nós. Considerem, portanto, que esses ensinamentos são repletos de emoção, conselho e de encantamento espiritual.

 

Boa semana a todos!

IV DOMINGO DE PÁSCOA.

Vox Dei nº 450 de 07 de maio de 2017

Domingo do BOM PASTOR.

EU SOU O BOM PASTOR Jo 10,1-10

 

Amados irmãos (as).

Celebramos hoje o 04 Domingo da Pascoa, conhecido também como dia mundial de orações pelas vocações consagradas e finalmente como o domingo do Bom Pastor.

Neste trecho do evangelho Jesus se apresenta como a porta das ovelhas. A Porta da segurança, a Porta que traz salvação para quem por ela passar. Mais adiante, no versículo onze, Jesus dirá: “Eu sou o Bom Pastor, aquele que dá a vida por suas ovelhas”. O pastor e o seu rebanho era uma realidade muito comum na vida do povo, no tempo de Jesus.

O que esse relato nos mostra é a intimidade, o afeto entre o pastor e as ovelhas. Percebemos que existe entre eles um amor e uma confiança muito grande. Jesus vai dizer que as ovelhas não seguem um estranho.

A porta tem duas finalidades: a de permitir a entrada dos donos da casa, e também a de impedir o ingresso de estranhos. Jesus afirma que ele é a porta. É ele que decide quem deve ter acesso às ovelhas e quem deve ficar longe do rebanho.

Por essa porta só o verdadeiro pastor pode passar, diz Jesus. O pastor autêntico deve ter os mesmos sentimentos e atitudes em relação às ovelhas. Deve amá-las e estar disposto a dar sua própria vida para salvá-las, assim como ele fez.

As ovelhas seguem somente o seu pastor, porque conhecem a sua voz e reconhecem seus passos. Conhecer, na Bíblia, tem um significado muito profundo, conhecer significa amar. Quem conhece de verdade, ama, pois quem não ama o próximo, ainda não o reconheceu como irmão.

Jesus deixa bem claro a diferença entre o bom e o falso pastor. Este último vem só para roubar, destruir e matar. Por isso é comparado ao ladrão. O Bom Pastor preocupa-se com a vida; vem para que todos tenham vida plena e em abundância.

O pastor é o líder. Todos nós, seja no trabalho, na família ou na comunidade, sempre exercemos algum cargo de liderança. É importante rever nosso comportamento como líderes. Na parábola do bom pastor, Jesus nos alerta sobre como viver as relações de liderança. O líder não pode ser autoritário.

Quando a liderança deixa de ser serviço para tornar-se poder, ela oprime e destrói. Quando exercemos um cargo de liderança, sobretudo nas funções públicas e na comunidade, precisamos estar próximos das pessoas, precisamos conhecer suas necessidades, compreendê-las, amá-las e partilhar com elas a vida.

As ovelhas conhecem a voz do seu pastor, confiam e deixam-se levar. Sabem que, se for necessário, o pastor as carregará sobre seus ombros. Em segurança serão conduzidas para verdes pastagens e água abundante.

O Bom Pastor não é reconhecido por falar manso e de forma poética, Ele é reconhecido pelas verdades que diz; palavras nem sempre doces, mas verdadeiras.

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, diz ele (Jo 14,6). Se ele é a verdade, os que estavam na verdade estavam com ele. Os que vieram fora dele, pelo contrário, são ladrões e salteadores porque só vieram para pilhar e fazer morrer. “A esses, as ovelhas não escutaram”.

“Em verdade vos declaro: Eu sou a porta das ovelhas.” Jesus acaba de abrir a porta que nos estava fechada por causa do nosso pecado. Ele mesmo é essa porta. Deixa-te conduzir por Ele. Abre bem os ouvidos do seu coração e seja dócil ao seu chamado. Diga sim a ele. Reconheça-o como o seu tudo e terá a vida eterna.

Neste domingo rezemos pelas vocações sacerdotais, principalmente pelos padres de nossa arquidiocese.

Uma abençoada semana para todos.

Côn. Gonçalo.

 

 

O homem é o Rei

Vox Dei nº 449 de 30 de abril de 2017

Ainda estamos todos vivendo sob o impacto das celebrações da semana santa quando fazemos memória da paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Algumas pessoas teimam em se perguntar por que o filho de Deus passaria por tanta dor física e humilhação para ao final triunfar ileso ressuscitando dos mortos.

Naturalmente a ideia de poder extremo, nessa nossa cabecinha que adota os parâmetros do poder humano ou de Estado para cotejar com as coisas de Deus, realmente tem dificuldade para entender.

Na atualidade parece que há uma revolução em andamento. Tantos tabus sendo quebrados e tantas verdades sendo desmitificadas, tantas mentiras e falcatruas vindas à tona, tanta desordem e falta de comando, tantos conflitos e guerras sem qualquer justificativa aceitável!

Se analisarmos o contexto da época da Paixão de Jesus, vamos verificar que não era diferente. Desde antes de seu nascimento havia um clamor por ordem, justiça e paz. A justiça necessária não seria aquela jurídica institucionalizada, mas a justiça que vem do coração do homem! Nessa justiça há a força do espírito de igualdade entre todos os seres humanos. Há espírito de coletividade, de irmandade, de comunidade, de solidariedade, caridade, harmonia entre os diferentes e destes com os iguais.

O grande diferencial daqueles tempos para estes atuais, é que nós já temos nosso paradigma perfeito, já temos o manual completo da perfeita convivência em harmonia. Aquele Jesus no corpo humano morto na cruz transcendeu à morte e trouxe a luz na sua ressurreição.

Quando Deus colocou Jesus no mundo, Ele nos fez ver o quanto Dele há em cada ser, o quando de capacidade de fazer o certo cada pessoa tem. Se o Salvador chegasse em meio a uma luz brilhante emprestando majestade, pirotecnia e show de poderes mágicos, nenhum homem poderia jamais conseguir imitá-lo, saber que é possível ser digno na dor, ser franco no amor e ter poder baseado unicamente na fé de que em Deus, tudo se pode alcançar.

Quem precisa roubar milhões pra se sentir feliz e poderoso não tem noção do que é a riqueza de ser amado, não sabe o que é sentir-se pleno e realizado com algo que edifica e constrói um mundo justo e igualitário no tratamento entre as pessoas, não sabe como é bom o poder de fazer o bem, de ser justo, amigo, solidário e fraterno.  Não sabe não!

Quando qualquer ser humano se reveste de majestade baseado unicamente na força ou no poder do dinheiro, ele pode até querer, mas jamais poderá se apropriar da dignidade de ser Rei, porque Rei é aquele que consegue reinar em si mesmo, comandar suas ações para edificar a si mesmo. Jesus nunca foi rei neste mundo, Ele é Deus do Universo!     

III DOMINGO DE PÁSCOA

Vox Dei nº 449 de 30 de abril de 2017

Discípulos de Emaús.

Amados irmãos e irmãs.

No Evangelho de hoje temos um novo relato de aparição de Cristo ressuscitado; desta vez a dois discípulos que caminham de Jerusalém para Emaús. Com grande maestria Lucas desenvolve na sua linha narrativa um perfeito estudo psicológico dos protagonistas, que vão passando progressivamente do desencanto messiânico para uma fé entusiasta em Jesus ressuscitado.

Que processo tiveram de seguir os desalentados discípulos de Emaús – tal como o cristão de hoje representado neles – para o seu encontro de fé com Cristo ressuscitado? A Escritura é a primeira via que Jesus lhe abre para acederem à fé na Pessoa d’Ele. Os dois discípulos não O reconheceram no Caminhante que se lhes junta na jornada e que parece ignorar tudo o que aconteceu naqueles dias em Jerusalém. Estes estão desanimados; na tumba do Crucificado ficaram enterradas as suas esperanças messiânicas, que não são capazes de ressurgir nem com as notícias que começam a correr no seu grupo sobre o sepulcro vazio e inclusivamente a Ressurreição de Jesus, anunciada pelos anjos às mulheres.

Então Jesus disse-lhes: “Insensatos e lentos de coração para crer em tudo o que os profetas anunciaram! Não era necessário que o Messias sofresse tudo isso para entrar na sua glória? E começando por Moisés e seguindo pelos profetas, explicou-lhes o que se referia a ele em toda a Escritura”.

A Eucaristia é a segunda via. Perto de Emaús, o Desconhecido simulou seguir adiante. “Fica conosco”, disseram-lhe eles, pois cai a tarde e o dia já declina. E dispuseram-se a cear juntos. Então o Senhor, “sentado à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e deu-lho. Abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-no”. Mas Ele desapareceu. Lucas transcreve aqui exatamente o rito com que Jesus iniciou a instituição da Eucaristia na Última Ceia. A comunidade é a terceira via.

Assim o entenderam os peregrinos de Emaús. “Levantaram-se naquele momento e voltaram para Jerusalém, onde encontraram reunidos os onze e seus companheiros”. Quando os dois quiseram reter no seu olhar a presença recém-descoberta de Jesus, Ele já tinha desaparecido da sua vista. Mas tinham aprendido uma lição fundamental, extensiva a todos os cristãos: Cristo ressuscitado continua presente entre nós, no meio da comunidade, de uma maneira nova e certa, pela fé que nasce da Sua Palavra e do Seu Pão. E para Jerusalém, a comunidade-mãe, voltam felizes os dois “fugitivos” que se tinham afastado dela desalentados e remoendo as suas vidas e reticências. Agora necessitam comunicar e partilhar a sua experiência pessoal do Senhor ressuscitado.

 

O seu testemunho de fé faz eco na comunidade, que repete em coro: “É verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. E eles contaram o que se tinha passado no caminho e como o tinham reconhecido no partir do pão”. Descobrimos a Palavra de Deus como fonte e alimento da nossa fé e do nosso amor cristão? É, na verdade, a Eucaristia dominical ou diária a raiz e o ponto mais alto de toda a nossa vida cristã? É a nossa comunidade um sinal para os outros de Cristo ressuscitado? Enquanto não vivermos a fundo estas três vias do encontro com o Senhor: a Palavra, a Eucaristia e a fraternidade, não O conheceremos a Ele nem O poderemos dar a conhecer aos demais. Boa semana a todos.

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