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Publicação de 2017-04

DOMINGO DE RAMOS.

Vox Dei nº 446 de 09 de abril de 2017

Amados irmãos e irmães. A liturgia deste último domingo da Quaresma convida-nos a contemplar esse Deus que, por amor, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-se servo dos homens, deixou-se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. A cruz (que a liturgia deste domingo coloca no horizonte próximo de Jesus) apresenta-nos a lição suprema, o último passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos propõe: a doação da vida por amor.

A primeira leitura apresenta-nos um profeta anônimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da Salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projetos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo” a figura de Jesus.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos propõe.

O Evangelho convida-nos a contemplar a paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão. Na cruz, revela-se o amor de Deus – esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total. Hoje Jesus quer também entrar triunfante na vida dos homens, sobre uma montaria humilde: quer que demos testemunho d’Ele com a simplicidade do nosso trabalho bem feito, com a nossa alegria, com a nossa serenidade, com a nossa sincera preocupação pelos outros. Quer fazer-se presente em nós através das circunstâncias do viver humano.

Naquele cortejo triunfal, quando Jesus vê a cidade de Jerusalém, chora! Jesus vê como Jerusalém se afunda no pecado, na ignorância e na cegueira. O Senhor vê como virão outros dias que já não serão como estes, um dia de alegria e de salvação, mas de desgraça e ruína. Poucos anos depois a cidade será arrasada. Jesus chora a impenitência de Jerusalém. Como são eloquentes estas lágrimas de Cristo. A entrada triunfal de Jesus foi bastante efêmera para muitos. Os ramos verdes murcharam rapidamente. O hosana entusiástico transformou-se, cinco dias mais tarde, num grito furioso: Crucifica-o! Por que foi tão brusca a mudança, por que tanta inconsistência? São Bernardo comenta: “Como eram diferentes umas vozes e outras! Fora, fora, crucifica-o e bendito o que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas!

Como são diferentes as vozes que agora o aclamam Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco o despojam das suas e lançam a sorte sobres elas.” A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém pede-nos coerência e perseverança, aprofundamento da nossa fidelidade, para que os nossos propósitos não sejam luz que brilha momentaneamente e logo se apaga. Muito dentro do nosso coração, há profundos contrastes: somos capazes do melhor e do pior. Se queremos ter em nós a vida divina, triunfar com Cristo, temos de ser constantes e matar pela penitência o que nos afasta de Deus e nos impede de acompanhar o Senhor até a Cruz.

SER PECADOR, SER PENITENTE

Vox Dei nº 446 de 09 de abril de 2017

Como podemos fazer uma boa preparação para a Páscoa sem estar vivendo uma Quaresma de reflexões e seguindo as orientações sobre estar mais caridoso, orante e penitente?

Por um breve momento, durante esses quarenta dias há como buscar fazer um exame de consciência, reconhecer seu pecado e arrepender-se sinceramente?

Na lei penal humana só há crime se a lei assim o definir previamente e por via de consequência àquela prática corresponderá uma sanção, havendo uma pena correspondente para cada tipo de crime. Essa lei não é proibitiva, ela não proíbe, mas define uma conduta como passível de condenação. Por exemplo, a lei diz: matar alguém, pena de tantos a tantos anos.

A primeira ordem de Deus ao Homem foi “Crescei e Multiplicai-vos”. Ali não havia proibições nem regras, ao homem generosamente foi dada a vida, a razão, a emoção e a liberdade. Ao passar a se relacionar com terceiros, o homem declina livremente de sua liberdade para transgredir a primeira lei proibitiva de Deus e assim assume a condição de pecador passível do julgamento feito por Ele.

O livre arbítrio dado ao homem está em seguir ou não a sua Lei. Parece meio estranho que Deus dê a liberdade para agir e ao mesmo tempo impor sua vontade, mas é justamente aí que reside o uso da consciência do pecado. Felizmente em Deus há o instituto da misericórdia e do perdão.

Quando o goleiro Bruno, preso pelo assassinato da mãe de seu filho foi recentemente solto da penitenciária, muitas pessoas ficaram revoltadas. Na aplicação da lei penal humana não há a figura do perdão, em algum momento virá uma sentença irrecorrível e a aplicação da sanção.

Para algumas pessoas é muito complicado pedir desculpas ou reparar o erro cometido. No íntimo podem até arrepender-se, mas, render-se a uma possível humilhação, uma negativa de perdão ou até a perda da amizade ou do respeito, permitem a demonstração de um outro pecado: o da omissão. O silêncio que acaba por distanciar, esfriar relações ficar indefinidamente de relações cortadas parece ser mais cômodo.

 

Não se pode ter vergonha de contar ao padre, mesmo os piores pecados em confissão, naquele momento o arrependimento sincero é o que vai suscitar em DEUS o pleno exercício da sua misericórdia e da sua absolvição. Assim, livres do pecado, poderemos celebrar a Páscoa inteiramente renovados!

V Domingo da Quaresma.

Vox Dei nº 445 de 02 de abril de 2017

"A Ressurreição de Lázaro ."

Amados irmãos (as). Estamos praticamente às portas da Semana Santa; no próximo domingo, o domingo de Ramos e da paixão do Senhor, entraremos na Semana Santa. O Evangelho desse quinto domingo da Quaresma é uma catequese sobre a ressurreição. A ressurreição de Lázaro é um dos maiores sinais de Jesus. Jesus, assim, vai manifestando a sua filiação divina, seu poder messiânico, sua missão salvadora, e provoca, cada vez mais, a admiração, a fé, o testemunho daqueles que são beneficiados pela sua ação evangelizadora.

O próprio Evangelista João anuncia que Jesus fez muitos outros sinais, e que Estes sinais foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, em crendo, tenhais a vida” (Jo 20,30-31). Assim, poderíamos afirmar que a vida do homem é a razão de ser da encarnação de Jesus.

Os milagres e sinais de Jesus foram efetuados para destacar a VIDA PLENA, a VIDA QUE SÓ ELE PODE NOS DAR. Jesus afirmou: EU SOU A VIDA; EU SOU O PAO DA VIDA, EU SOU A LUZ DA VIDA. Jesus veio ao mundo para despertar a criatura humana do sono. E esta vida nova só será possível àqueles que viverem, com dignidade, a grandeza do seu Batismo. Aderindo a Cristo o batizado deve viver uma vida realmente nova, animada pelo espírito de Cristo. Mas sem a fé, traduzida em obras, o batismo ficará morto.

A vida da fé batismal se verifica, se atualiza, por exemplo, quando ela transforma a sociedade de morte numa comunidade viva de vida, de fraternidade e de comunhão. Jesus desafia Marta a dar este salto. Não basta crer na ressurreição que vai acontecer no final dos tempos, mas tem que crer que a ressurreição já está presente hoje na pessoa de Jesus e naqueles que acreditam em Jesus. Sobre eles a morte não tem mais nenhum poder, porque Jesus é a “ressurreição e a vida”. Então, Marta, mesmo sem ver o sinal concreto da ressurreição de Lázaro, confessa a sua fé: “Eu creio que tu és o Cristo, o filho de Deus que vem ao mundo”. Depois da profissão de fé, Marta vai chamar Maria, sua irmã.

 

É o mesmo processo que já encontramos na chamada dos primeiros discípulos: encontrar, experimentar, partilhar, testemunhar, conduzir até Jesus. Maria vai ao encontro de Jesus, que continua no mesmo lugar onde Marta o tinha encontrado. Tal como a sabedoria, que se manifesta nas ruas e nas encruzilhadas (Pr 1,20-21), assim Jesus é encontrado no caminho fora do povoado. Hoje, tanta gente busca saídas para os problemas da sua vida nas ruas e nas encruzilhadas! João diz que os judeus acompanhavam Maria. Pensavam que ela fosse ao sepulcro do irmão. Eles só entendiam de morte, e não de vida! Quaresma é tempo de sair da escuridão do túmulo e buscar a luz de Cristo ressuscitado, para sermos fiéis testemunhas de conversão para nossos irmãos. Sao João Paulo II disse que Jesus Cristo “está diante de nós e brada-nos como a Lázaro: “Sai para fora!” (V. 43) Sai para fora da tua enfermidade física e moral, da tua indiferença, da tua preguiça, do teu egoísmo e da desordem em que vives. Abençoada semana.

IV DOMINGO DA QUARESMA

Vox Dei nº 444 de 26 de março de 2017

"Jesus cura a cegueira dos homens."

Amados irmãos e Irmãs,

No evangelho de hoje, percebemos Jesus curando um homem cego de nascença e fazendo com que a vida deste homem tome um novo rumo. E vamos nos deter justamente neste fato, pois o diferente aqui neste contexto é que a iniciativa não foi do homem, mas sim de Jesus. A palavra fala que Jesus ao passar viu um homem cego de nascença.....Jesus “cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego”.

Com certeza, aquele homem nem acreditava mais em uma solução para o seu estado já que durante toda a vida viveu desta forma. Só conseguia enxergar o nada ou uma grande escuridão e esta era sua companheira. Já devia também saber muito bem como se virar. A vida e as dificuldades ensinam e acabamos por nos acostumar!

Nos Evangelhos, não há mais bela parábola de nossa vida de fé do que esta do cego de nascença. Não há roteiro mais significativo de nossa existência de crentes. Tal como o cego, nós fomos ‘batizados’, tivemos os olhos lavados na piscina do Enviado. Para quase todos nós, nosso batismo aconteceu na noite de nossa primeira infância.

Foi preciso que assumíssemos nosso batismo em uma ausência quase total de evidências, até mesmo em uma solidão que é a de nossa própria liberdade! É preciso que Jesus se apague de nossa existência, exatamente para que nossa liberdade seja acionada. Às vezes, precisamos caminhar sozinhos na escuridão da noite, enfrentar as dúvidas, os questionamentos que abalam e caminhar em nossa vida cristã ou nosso engajamento religioso apoiado apenas na única palavra que nos foi dita: “Vai lavar-te na piscina do Enviado!”

A fé do discípulo não é um itinerário que se banha na evidência. Precisamos fazer frente às contradições da vida – as de fora e, mais ainda, aquelas que vêm do interior. Teríamos, de fato, bons motivos para abandonar nosso compromisso à beira da estrada: nossos fracassos, insuficiências, nossas mediocridades.

 

A tentação mais sutil que nos ronda não são as grandes tentações do tipo de Santo Antão: é o desânimo do “afinal, pra quê”? É preciso espantar esse demônio, porque ele nos leva à mediocridade ou à demissão. E só posso fazê-lo saindo de mim mesmo, assumindo minha própria fraqueza. Sim, sou pecador… Sou difícil na comunidade, na família, indolente em meu serviço, lento a caminhar. Eu sinto e conheço minhas feridas… E daí? Minha deficiência pode ser o lugar onde vai-se manifestar a obra de Deus. Jesus acredita no futuro do cego que eu sou: ‘É para que nele se manifestem as obras de Deus’ (Jo 9,3). Sou uma terra em obras, uma terra de futuro.

O silêncio da fé

Vox Dei nº 444 de 26 de março de 2017

A falta de renda que garanta o sustento próprio e da família leva muitas pessoas às raias do desespero. Com a retração no mercado de trabalho, surge um medo do futuro, daquilo que ainda poderá ocorrer. Assim, um grande perigo ronda trabalhadores e seus dependentes, o de se submeter a praticar atos ilegais, de correr riscos trabalhando na informalidade, de aceitar trabalho bem aquém de suas habilidades e fazer disso uma fonte de constrangimento.

O cansaço, o sofrimento, as desilusões, as lutas diárias que por vezes vão além do suportável, trazem consigo o desamor, a desunião, a discórdia e a descrença em dias melhores. Muitos acham que a culpa é de Deus e simplesmente deixam de rezar e começam a apelar para sortilégios, mandingas ou passam a frequentar outros segmentos religiosos em busca da insidiosa teologia da prosperidade.   

Há poucos dias, um homem comentava que apesar de ter exercido altíssimos cargos em nível nacional, jamais se deixou seduzir pelo enriquecimento ilícito apesar de movimentar valores astronômicos. A honestidade virou exceção pois ele era tido como um entrave para o ganho ilegal de muitos.  Ele não se arrepende de ter voltado a ter que batalhar pelo seu sustento e de sua família. Ele declarou sua total confiança em Deus para conseguir superar a queda da renda, e conseguiu com a força da oração e a união da família.

A oração cria um vínculo de confiança. É a conversa do coração, nela não pode haver subterfúgios, ela deve nascer da intenção real em se conectar, em demonstrar um interesse genuíno, em se despir de toda vergonha de se expor para Deus, sem interferências. Reconhecer suas fraquezas e a imensidão da misericórdia de Deus.

 

Às vezes a gente sente que não consegue mais nem rezar, é tanta atribulação! Mas você sabia que quando não se consegue mais nem pedir, esse é o grande sinal de Deus? É a hora de ouvir! É nesse cansaço que se encontra forças para ouvir o silêncio que sai de si mesmo. Percebê-lo, significa que é hora de prestar bastante atenção nas mensagens de Deus! É nesse momento que Ele pede para pararmos de pensar tanto e escutá-lo. Isso também é fé. Isso também é oração!

III DOMINGO DA QUARESMA.

Vox Dei nº 443 de 19 de março de 2017

 Amados irmãos(as).

 Jesus com a Samaritana. Eis o pedido de Jesus à Samaritana – “Dá-me de beber“ – supera todas as barreiras de hostilidade entre judeus e samaritanos e rompe os esquemas de preconceito em relação às mulheres. “O simples pedido de Jesus é o início de um diálogo sincero, mediante o qual Ele, com grande delicadeza, entra no mundo interior de uma pessoa à qual, segundo os esquemas sociais, não deveria nem mesmo dirigir uma palavra.

 Jesus se coloca no lugar dela, não a julgando, mas  fazendo sentir-se considerada, reconhecida, e suscitando assim nela o desejo de ir além da rotina cotidiana”, disse: ao pedir água à Samaritana, Jesus queria “abrir-lhe o coração”, “colocar em evidência a sede que havia nela”. “A sede de Jesus não era tanto de água, mas de encontrar uma alma sequiosa”, A passagem do Evangelho conta que os discípulos ficaram maravilhados com o Mestre, pois tinha falado com aquela mulher. Mas, “o Senhor é maior do que os preconceitos. E isto devemos aprender bem” ,pois a misericórdia é maior do que os preconceitos”.

O resultado do encontro junto ao poço foi o de uma mulher transformada. “Deixou o seu jarro com o qual ia buscar água e correu à cidade para contar a sua experiência extraordinária. ‘Encontrei um homem que me disse todas as coisas que eu fiz. Era o Messias? Estava entusiasmada. Foi buscar água no poço e encontrou uma outra água, a água viva da misericórdia que jorra para a vida eterna. Encontrou a água que sempre procurou! Corre ao vilarejo, aquele vilarejo que a julgava, a condenava e a rejeitava, e anuncia que encontrou o Messias: alguém que mudou a sua vida. Pois cada encontro com Jesus nos muda a vida, sempre.

 

 É um passo em frente, um passo mais próximo a Deus”, acrescentou. “Encontramos também nós o estímulo para ‘deixar o nosso jarro’, símbolo de tudo aquilo que aparentemente é importante, mas que perde valor diante do ‘amor de Deus’, e todos temos um, ou mais de um jarro”. “Eu pergunto qual é o teu jarro interior, aquele que te pesa, aquele que te afasta de Deus? Deixemo-lo um pouco de lado e com o coração escutemos a voz de Jesus que nos oferece uma outra água, uma outra água que nos aproxima do Senhor”, todos são chamados a redescobrir a importância e o sentido da vida cristã, iniciada no Batismo, e a testemunhar como a Samaritana, “a alegria do encontro com Jesus e as maravilhas que o seu amor realiza”. Nosso terceiro passo nesta quaresma, saciar nossa sede de DEUS. Boa semana a todos.

A CARIDADE E A ESMOLA

Vox Dei nº 443 de 19 de março de 2017

Nem sempre quando se dá uma esmola é ato de caridade. Aquele pequeníssimo valor que se dá ao pedinte, por vezes é aviltante para quem dá e para quem recebe. É claro que preferimos imaginar que com a ideia trazida daquele velho ditado popular de que “de grão em grão a galinha enche o papo”, entendemos que já fizemos a nossa parte.

Por esse prisma, percebe-se que é comum se confundir a esmola com a verdadeira caridade que por sua vez, fica condicionada à ideia de que a mínima contribuição material já consolidou sua prática.

Às vezes se percebe a caridade como um ato religioso no sentido de dar uma esmola para os pedintes na porta da Igreja, no entanto, ao entrar, é incapaz de fazer uma breve oração em favor dos mais necessitados.

 É comum também, nos comovermos às lágrimas com campanhas em favor de doação de órgãos, sangue, roupas, remédios, agasalhos, cestas básicas e compartilhar nas redes sociais ou até mesmo contribuir e até se desdobrar para que outros contribuam. Isso tudo é muito importante ser feito, mas não é o suficiente.

Pensemos que a caridade é bem mais que um olhar caridoso, é atitude, é ação que precisa ser dignificada! Ela deve ser encarada como uma mudança firme de atitude que precede o ato, aquela que vem com o verdadeiro olhar fraternal, a necessidade que nasce da vontade de mudar um estado de coisas que modifique aquela condição.

O olhar holístico sobre o que acontece à sua volta, permite observar a necessidade do outro num contexto global, na apropriação do conhecimento de tudo que envolve o necessitado. Essa disposição em exercitar uma caridade que vai além da comodidade em estender a mão no que está mais próximo, é princípio básico! É a doação de si mesmo, da preocupação em atender o outro de forma mais plena, mais satisfatória para ambas as partes.

 

O medo de acabar se envolvendo além da capacidade de se entregar, faz muitas pessoas deixarem de perceber o egoísmo que há nessa omissão. É claro que satisfazer a fome de alguém naquele momento, é um ato de generosidade maravilhoso, mas, que tal olhar um pouco além e tentar evoluir para uma mudança mais efetiva na vida de alguém, de poucos ou de muitos?     

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