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Publicação de 2017-02

A Alegria Responsável

Vox Dei nº 440 de 26 de fevereiro de 2017

É tão bom quando se está alegre, celebrando a vida, ou comemorando alguma conquista pessoal ou de terceiros. No carnaval não é preciso de outras motivações para se esbaldar na alegria. É Carnaval e pronto! Período especialmente feito para dançar, cantar, se divertir nos blocos de rua ou nos bailes. É o período onde a fantasia é livre e cada um dá um jeitinho de se colorir para brincar o carnaval.

Muitas pessoas não gostam do carnaval por conter elementos considerados perniciosos ou até perigosos quando, por exemplo, há o consumo excessivo de bebidas alcoólicas podendo ocasionar desde acidentes de trânsito, violência, mortes, transmissão de doenças e até gravidez indesejada, dentre outras consequências funestas. 

Deus nos fez para sermos alegres. Jesus nos conclama a alegria. Essa alegria deve ser genuína quando se estabelecem limites na sua demonstração. A Euforia leva ao entusiasmo e à partir daí pode se perder a conexão com a realidade e com limites, faltando com o respeito aos demais. Nem todos conseguem estar alegres assim para curtir o carnaval.

Para algumas pessoas, há sérios impedimentos para estar conectado com toda essa produção de sons de música, buzinas, trânsito caótico pela obstrução de vias e tantos outros motivos que ao contrário, trazem angústia, sofrimento e dor. A produção de ruído, poluição sonora e de cenas chocantes podem acarretar sério desconforto em alguns. Por isso deve-se manter o respeito e o decoro.

É permitido ser feliz sim, mas não em detrimento do sofrimento do outro. Parece chato repetir, mas para alguns, a escapadinha para ir bem ali brincar o carnaval pode ser produto de uma traição. Aquela traição onde filhos, esposas, pais, irmãos são deixados de lado e assumem posição de “entrave” para a alegria, provocando brigas familiares. Porque não brincar todos juntos?

Algumas pessoas entendem que no Carnaval de rua tudo é possível a tal ponto de expor a genitália sensualizando com tudo, chegando ao cúmulo de utilizar imagens sagradas para nós católicos e para outras religiões pelo simples desejo de chocar, entendendo que a livre expressão dá direito ao desrespeito.

 

Vamos brincar, viajar, passear, curtir o carnaval sem esquecer que onde quer que se esteja, deve haver o devido respeito próprio e ao outro e é claro, principalmente ao nosso Deus que nos convida à alegria com harmonia entre todos.

‘’Não vos preocupeis com o dia de amanhã’’

Vox Dei nº 440 de 26 de fevereiro de 2017

Amados irmãos (as).

 

A liturgia deste domingo tem a missão de alertar nosso sentimento, de que Deus nos ama mais que qualquer mãe. Isaías usa o exemplo do carinho de uma mãe para recordar que ela jamais se esquece de amamentar o filho, de lhe dar atenção quando chora, e mesmo que isso pudesse acontecer, Deus jamais esqueceria um de nós. Com isso, vemos que para Deus valemos muito. Deus nos ama mais que uma mãe ama seu filho.

Baseados nisso, entramos na leitura do Evangelho onde Jesus diz: “Portanto, não vos preocupeis, dizendo: O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir? Os pagãos é que se preocupam com essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso”. Temos um Pai que providencia essas coisas. Os pagãos, que não creem em Deus, que não O conhecem como Pai, que não conhecem sua Providência, é que gastam tempo com essas preocupações.

Isso não significa que deveremos ficar num cômodo sem fazer nada, aguardando que as coisas caiam do céu. Significa, como diz Jesus, ao final do Evangelho de hoje, que deveremos trabalhar buscando o Reino de Deus e sua justiça em primero lugar e, consequentemente, Deus nos dará todas as coisas em acréscimo. Ora, trabalhar pelo Reino e por sua justiça é trabalhar para que todos tenham emprego, assistência médica, escola, lazer, enfim, tudo aquilo de que o ser humano necessita para viver sua dignidade de filho de Deus.

Quando nós nos pomos a serviço do deus deste mundo, que se chama ”dinheiro”, o nosso coração não consegue encontrar a paz, não consegue encontrar a quietude. Não é que nós não podemos ter dinheiro, muito pelo contrário, nós precisamos do dinheiro e ele faz parte da nossa vida e nos ajuda a organizarmos nossa vida. No entanto, nós não podemos estar a serviço do dinheiro; pelo contrário, o dinheiro precisa estar a serviço do homem e da vida. Quando nos fazemos escravos dele, ele nos domina e não nos dá a liberdade para servirmos a Deus.

O Senhor dá-nos este conselho: “Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia bastam seus próprios problemas” (Mt 6, 34). “E porque ficais preocupados com a roupa?” (Mt 6, 28). Jesus não diz que não nos ocupemos das coisas que se referem ao alimento e ao vestuário, mas que não nos preocupemos com desassossego e perturbação dessas coisas. É como se dissesse: “Não vos preocupeis excessivamente com os bens materiais, ainda que necessários à vida; não estais sobre a terra para aqui viverdes imersos em pensamentos de coisas materiais, sois filhos de Deus, bem superiores às flores do campo e às aves do céu. Deus pensará em vós, mais do que pensa nas outras criaturas e vos dará o necessário”.

“Tudo mais vos será dado por acréscimo”, segundo comenta Santo Agostinho: “não como um bem no qual devais fixar a vossa atenção, mas como um meio pelo qual possais chegar ao sumo e verdadeiro bem.”

Na segunda leitura, Paulo acrescenta um aspecto muito importante no tocante ao confiar em Deus. Deveremos esperar d’Ele não apenas os bens materiais, mas também a justiça no tocante ao julgamento dos homens sobre nossas pessoas. “Quem me julga é Senhor!”

Em qualquer situação de nossa vida, devermos confiar na Providência divina, mais que uma criança confia em sua mãe e se entrega ao seu Pai. Na vida e na morte, nas carências de bens materiais ou no baixo conceito que temos na visão de outros seres humanos, confiemos no amor de Deus.

Façamos nossa tarefa de colaborar com o Senhor na construção do Reino de Justiça, mas esperemos n’Ele, em seu amor providencial. Confiemos em seu radical amor por cada um de nós, seus filhos queridos.

Sirvamos a Deus com alegria. Boa semana a todos.

Deus e a Política

Vox Dei nº 439 de 19 de fevereiro de 2017

Uma jovem vereadora, de 22 anos, que se intitula “Católica Apostólica Romana”, se recusa a entrar no rodízio voluntário para ler um trecho da Bíblia Sagrada na abertura de cada sessão, conforme prevê o Regimento Interno da Câmara de Vereadores de Araraquara, no interior paulista. Segundo a notícia, ela teria declarado textualmente: “E se ao invés de chamarmos o vereador para ler um trecho da Bíblia, a gente chamasse um vereador para vir aqui e encarnar um caboclo” “... ler o evangelho kardecista, o Alcorão, ou textos ateístas ?” Ela tenta justificar essa atitude pela laicidade do Estado e porque está ali para representar o povo. Entende que há uma separação entre a pessoa e a vereadora.

Esta representatividade a que ela se refere, passou por um processo de eleição onde a sua pessoa foi avaliada pelo conjunto de suas convicções e práticas. Talvez citar Buda, Gandhi, Martin Luther King, ou John Lennon, já que todos conclamavam à Paz, a faça parecer mais “antenada” com a modernidade.   

A atitude desta pseudocatólica só evidencia sua completa falta de conhecimento daquilo que consta na Bíblia Sagrada. Ela não conhece a missão apostólica sobre a palavra de Deus, sua mensagem de amor, paz, harmonia e, nesse caso, de verdade, ética e moral, de senso coletivo e de irmandade.

Apesar do discurso parecer “politicamente correto”, onde todos os segmentos religiosos possam também ter voz, eu diria que ela perdeu a grande oportunidade em contextualizar a palavra para apresentar Jesus como o grande pacificador, além de ser efetivamente o rosto humano de Deus naquela Casa.

Não impor a fé, mas demonstrar que há ali um modelo de vida que só leva à paz social, deixar Deus lá fora, desempenhar suas atribuições apenas pelas razões humanas pode levar às “práticas corrompidas” a que tanto se observa na política.

 

Amar a Deus sobre todas as coisas é o primeiro dos Mandamentos da Lei de Deus. Se esta moça realmente vivenciasse a religião que diz seguir, ela saberia elevar o nome de Deus acima de tudo e colocá-lO sempre sobre todas as suas ações, inclusive como representante do povo.  

Amai os vossos inimigos! (Mt 5,38-48)

Vox Dei nº 439 de 19 de fevereiro de 2017

Amados irmãos (as)

 

As palavras do Evangelho de hoje podem soar estranhas aos nossos ouvidos, nos dias atuais. Porém, a recepção não foi melhor quando Jesus as pronunciou. Oferecer a outra face a quem já tiver me agredido? Dar o restante dos meus bens a quem já está a me tomar uma parte deles? Afinal, que proposta é essa de Jesus? Estamos diante da lei de Talião: “Ouvistes o que foi dito: Olho por olho, dente por dente”, embora à primeira vista pareça alimentar um sentimento de vingança, ela justamente deseja frear um ímpeto de vingança individual.

 Eis a novidade do Evangelho: querer o bem de quem nos faz mal. Não admira que tantos façam caretas ao ouvir este mandamento que está no coração da Boa Nova de Jesus. É bem mais fácil lembrar o direito de defesa, recorrer aos tribunais ou escolher uma reação no variado leque das vinganças humanas… A situação parece ainda mais grave quando tomamos consciência de que o próprio Jesus praticou o que havia ensinado. Em plena crise, sob tortura, cravado num poste, o Filho de Maria reza: “Pai, perdoai-lhes. Eles não sabem o que fazem!” (Lc 23,34) Pisando suas pegadas, o primeiro mártir da Igreja, Estevão, repetirá a mesma oração ao ser apedrejado pelos judeus (cf. At 7,60) O grande desafio de viver e praticar esta passagem do Evangelho de hoje está na nossa própria casa, no trabalho e entre os amigos mais próximos .

 Ser cristão não é fácil. Jesus nunca disse que seria. Talvez seja parte de nossa cruz sermos incompreendidos, ridicularizados e até desprezados por nossas reações diante de algumas situações e pessoas. Mas, se fizermos o propósito de a cada dia reagir segundo o Cristo, poderemos repelir os ataques com a não-agressão, quebrando assim a espiral de violência que toma conta da nossa sociedade e que nos deixa embevecidos por bens materiais, explosivos no trânsito e cegos para o essencial. Poderemos levar outros à reflexão e fazer o Reino de Deus acontecer.

 Que o Senhor nos dê a sensatez para gastarmos a nossa vida em busca dos fins e não dos meios. Que Ele nos ajude a escolher corretamente as sementes que plantamos ao longo de nossas vidas. O Senhor nos falou: “Amai vossos inimigos!” Aquele que ama seus inimigos é semelhante ao Senhor. Mas só é possível amar os inimigos pela graça do Espírito Santo. Quem não ama seus inimigos não pode conhecer o Senhor, nem a doçura do Espírito Santo. O Espírito Santo ensina a amar os inimigos a ponto de se ter compaixão deles como dos próprios filhos. Por isso, desde que alguém te feriu, reza a Deus por ele e guardarás a paz e a graça divina. Sem rezar pelos inimigos a alma não pode ter paz!

Desejo a todos uma abençoada semana.

«Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas». Reflexão do Evangelho Mt 5,17-37.

Vox Dei nº 438 de 12 de fevereiro de 2017

Amados irmãos (as), em nossa Legislação Brasileira uma lei só é revogada com a entrada em vigor de uma nova lei. Jesus foi claro ao dizer que ele não iria destruir ou revogar, ou mesmo abolir a lei. Pelo contrário, ele iria cumprir e até que terra e céus se passem nem uma vírgula se omitirá da lei. Jesus estava sendo mais do que claro de que nem um acento gráfico ou letra deveria ser mudado da lei.

No Evangelho, tomamos conhecimento da proposta sobre a justiça do Reino dos Céus. Como vimos no domingo passado, somos chamados a sinalizar a aliança de sal, a perene, que não se corrompe. Essa aliança de Deus com cada um dos seres humanos é alimentada por todos nós batizados, que assumimos o projeto do Senhor. Também faz parte de nossa opção aceitar essa vocação dada por Jesus, de colaborarmos com Deus na construção da nova sociedade, do Reino de Justiça.

Por fim, a Primeira Carta aos Coríntios nos fala que a perfeição está na sabedoria, não na sabedoria deste mundo, muito menos na de seus poderosos, pois ela está voltada para a morte, para a destruição. Mas na Sabedoria de Deus que, ao contrário, no seu plano de amor em benefício dos homens está escondida e foi destinada para nossa glória. É o projeto de Deus, sua opção pelos simples, pelos marginalizados.

Os poderosos não a conheceram porque, mantendo sua opção, condenaram Jesus à morte e o crucificaram. Contudo, “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu” escreve São Paulo.

 Concluindo, a liturgia deste domingo nos exorta a mantermos nossa missão, nossa vocação optando livremente pelo anúncio do projeto de Deus, de anunciar a construção de uma nova sociedade onde a sabedoria de Deus triunfará e os marginalizados deste mundo a conhecerão.

Aliás, na medida em que optamos por fazer a vontade de Deus já desfrutamos, no próprio ato de fazer o bem, da alegria e da felicidade que almejamos. Amados irmãos (as), Jesus nos aponta um itinerário, caminho para a felicidade e santidade, ser sal e luz do mundo. Despertemos para este chamado, ser discípulo missionário.

Abençoada semana para todos.

A PENA CAPITAL – II

Vox Dei nº 437 de 05 de fevereiro de 2017

“Estive preso e vieste me visitar”, este já chegou a ser lema da Campanha da Fraternidade em 1997 com o tema “Cristo liberta de todas as Prisões”.

Quando somos vítima da violência nos assaltos ou temos conhecimento e/ou vivências de atrocidades, pode haver uma apropriação do conceito de castigo ou de aplicação de qualquer tipo de corretivo que implica inteiramente ao desejo da vítima.

A palavra vingança é muitas vezes a tradução do sentimento que acomete a quem sofre com a maldade alheia. Mas ela é um perigo!

A pena aplicada judicialmente jamais pode ter a vingança como escopo!

No Brasil, se adota um sistema progressivo de cumprimento de pena conforme a Lei de Execuções Penais que estabelece a função da integração social do condenado e do internado.

Há alguns anos vi um ribeirinho já idoso ser preso por crime ambiental – derrubou árvores para construir uma casa já que a sua estava caindo.

Vi também, uma mulher cega e analfabeta ser presa por fraude ao INSS. Sua aposentadoria teria sido obtida ilegalmente. Estes são exemplos daquilo que à primeira vista parecem terríveis injustiças!

Esse contexto nos remete a alguns questionamentos: Quem merece estar preso? Quem poderia obter condenações alternativas à prisão?

A lei brasileira nos diz: Essas pessoas idosas e de perfil completamente diferente do criminoso perigoso, violento e que se recusa a comparecer perante o juiz, também são consideradas criminosas.

Dessa forma, há de haver um olhar completamente desprovido de condenação antecipada àqueles que estão em situação de prisão. Deve-se, portanto, ir ao encontro de meios legais para que a haja possibilidade de uma restauração digna de uma pessoa humana. Mas para isso, temos que exercer a cidadania e cobrar incisivamente das autoridades responsáveis uma infraestrutura mínima que permita esse trabalho.

A Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Belém tem sido incansável em levar aos presos a possibilidade de uma conversão interior profunda e definitiva por meio de Jesus. É um trabalho permanente que não ficou parado lá naquela antiga Campanha da Fraternidade. Vamos incluir esses voluntários em nossas orações. Eles atuam junto àqueles por quem Jesus veio (pecadores) e que estão excluídos do convívio social, mas que de nossas atenções e orações não devem ser lembrados constantemente. 

"Para Que Todos Sejam Um"

Vox Dei nº 437 de 05 de fevereiro de 2017

Amados irmãos e irmãs,

 “VÓS SOIS O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO”. Depois de nos ter apresentado o seu plano pastoral no Sermão da Montanha, Jesus agora nos faz responsáveis pela vida dos nossos irmãos e irmãs. E por isso usa as figuras do sal, da cidade e da luz: “ o sal dá gosto, a luz revela”. Jesus usa as figuras do sal e da luz a fim de definir a nossa vocação para a edificação do mundo sonhado pelo Pai dentro dos parâmetros que o Seu Filho veio estabelecer para nós.

 Assim como o sal serve para dar sabor e conservar os alimentos, nós também temos o papel de animar, de encorajar e dar esperança à vida das pessoas. Do mesmo modo que a luz tira as trevas e a escuridão, revelando o que está escondido, nós também, como a luz, temos a missão de desvendar ao mundo os mistérios de Deus e tirar as pessoas da ausência de conhecimento. O sal é amor que anima, encoraja, ajuda, consola, acolhe, compreende. A luz é a ciência que tira a escuridão e revela os mistérios de Deus.

Ser sal da terra é saber temperar a nossa vida e as das pessoas com o jeito de ser cristão, levando esperança, ânimo, alegria, amor, etc. conforme o fruto do Espírito Santo. Ser luz do mundo é clarear a mentalidade deturpada e enganadora que reina na cabeça das pessoas desavisadas do Evangelho. É tirar da ignorância, aqueles(as) que não se conhecem, por isso não enxergam as suas próprias dificuldades. Não conhecem a Deus, por isso não amam e não perdoam, visto que nunca se sentiram amadas e nunca foram perdoados(as). É abrir caminhos, é dar alternativas para uma vida feliz.

 No entanto, para sermos tudo isto nós precisamos do poder do alto. Nunca poderemos ser sal, luz, cidade atraente e lâmpada que brilha se não tivermos em nós a ação do Espírito Santo de Deus. Não podemos deixar o Espírito escondido dentro de nós, pois só a sua manifestação nos faz produzir as obras atraentes, esclarecedoras, decididas que para nós são fundamentais em qualquer situação. Assim, portanto, não podemos ficar escondidos, pois brilhamos com a luz que vem de Jesus e não podemos desanimar, porque em nós existe o amor que é como o sal que dá gosto à nossa vida.

 Que a luz de Jesus brilhe através de nós e o Seu amor se irradie nas nossas ações! Reflita : Como você tem feito brilhar a luz de Deus no mundo?  Quais têm sido as obras que você tem realizado?  Você tem revelado as obras de Deus na sua vida? Como discípulos missionários de Jesus Cristo, nossa paróquia tem suas áreas desafiadoras conflitantes, onde precisamos levar o novo SABOR e a NOVA LUZ.

Deus abençoe a todos. 

A Pena Capital - I

Vox Dei nº 436 de 29 de janeiro de 2017

As rebeliões de presos, nas penitenciárias do Amazonas, Rondônia e Rio Grande do Norte, assumiram proporções sanguinárias de barbárie, tanto pela quantidade de pessoas mortas quanto pelos atos de selvageria e mutilação praticados nos corpos. Aquelas pessoas presas estão afastadas da sociedade livre por terem sido acusadas e/ou cumprindo penas por sentença judicial, conforme a lei brasileira.

São considerados provisórios os presos ainda não sentenciados. Esgotadas todas as esferas de recursos, passam, então, à condição de condenados definitivos. Contudo, não existe pena de morte (pena capital) ou prisão perpétua no Brasil. Podem haver condenações que, somadas, alcançam até três dígitos, superando qualquer expectativa de vida de um ser humano. No Brasil, uma pessoa pode permanecer presa por até trinta anos, no máximo.

Gosto de lembrar que Pedro e Paulo (Apóstolos de Jesus) João Batista, e o próprio Jesus, também estiveram presos. Generalizar sobre a condição de estar preso é um perigo que pode acarretar sérias injustiças e não é motivo para inferir aleatoriamente uma sentença de culpa.

Em toda essa barbárie, praticada pelos próprios presos, imagina-se que há certa justificativa, afinal seriam todos “bandidos” de quem se pode esperar qualquer coisa. Todavia, contrariamente a tudo que há na lei, verifica-se que, em Belém, num único fim de semana, trinta e cinco pessoas em liberdade foram executadas sumariamente sem qualquer julgamento legal.    

Há que se rezar muito pela conversão dessas pessoas, para que mudem suas atitudes. Há que se exercer a misericórdia e, nesta ação, está o olhar à sua condição de pecador e de infrator das leis humanas. Não se pode desprezar nem o crime praticado e nem o criminoso. Assim como Deus é misericordioso e dá a chance ao pecador, rezemos para que essas pessoas também possam obter interiormente a chance de se render aos ensinamentos de Jesus.

 

Lembremos que não há pena capital na lei de Deus, mas que matar alguém é um pecado mortal que impõe o aprisionamento ao inferno!

"As Bem - Aventuranças"

Vox Dei nº 436 de 29 de janeiro de 2017

Reflexão do Ev. Mt 5,1-12. O chamado “Sermão da Montanha”, discurso inaugural do ministério público de Jesus, se estende até ao capítulo 7 do Evangelho de S. Mateus. É o primeiro dos cinco discursos que o evangelista distribui estrategicamente no seu livro. Neste domingo simplesmente ficamos nas bem-aventuranças. O termo "bem-aventurado" (no grego makariós, significa também “estar feliz") exprime um estado de felicidade de origem divina.

 Por que Jesus começa falando da felicidade? Porque em todos os homens há uma tendência irresistível para serem felizes; esse é o fim que têm em vista em todos os seus atos; mas muitas vezes buscam a felicidade no lugar em que ela não se encontra, em que só acharão tristeza. Jesus começou a ensiná-los: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5, 2-3). A atitude fundamental exigida para participar do Reino dos Céus é a pobreza em espírito. Pobre em espírito é todo aquele que tem a atitude de confiança da criança em relação a seus pais.

Pobre em espírito é quem coloca toda a sua confiança no Senhor. É o que não coloca sua segurança nos bens materiais, na glória e na fama, mas em Deus. A pobreza em espírito, quer dizer, a pobreza cristã, exige o desprendimento dos bens materiais e austeridade no uso deles. O espírito de pobreza, a fome de justiça, a misericórdia, a pureza de coração, o suportar injúrias por causa do Evangelho são aspectos de uma única atitude da alma: o abandono em Deus, a confiança absoluta e incondicional no Senhor. Em geral o homem antigo, mesmo no povo de Israel, procurava a riqueza, o gozo, a estima, o poder, e considerava tudo isso como a fonte de toda a felicidade. Jesus traça um caminho diferente. Exalta e abençoa a pobreza, a doçura, a misericórdia, a pureza, a humildade. Com as Bem-aventuranças, o pensamento fundamental que Jesus queria inculcar nos ouvintes era este: só o servir a Deus torna o homem feliz.

 O conjunto de todas as Bem-aventuranças traça, pois, um único ideal: o da santidade. Ao escutarmos hoje novamente essas palavras do Senhor, reavivamos em nós esse ideal como eixo de toda a nossa vida. Como nos diz o Apóstolo S. Paulo: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts 4, 3). Chama cada um à santidade e a cada um pede amor: a jovens e velhos, a solteiros e casados, aos que têm saúde e aos enfermos, a cultos e ignorantes; trabalhem onde trabalharem, estejam onde estiverem. Sejam quais forem as circunstâncias por que atravessemos na vida, temos que sentir-nos convidados a viver em plenitude a vida cristã. Não pode haver desculpas, não podemos dizer a Deus: “Esperai, Senhor, que se solucione este problema, que me recupere desta doença, que deixe de ser caluniado ou perseguido…, e então começarei de verdade a buscar a santidade”. Seria um triste engano não aproveitarmos precisamente essas circunstâncias duras para nos unirmos mais a Deus. “Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem…Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 11-12).

 

Assim como nenhuma coisa da terra nos pode proporcionar a felicidade que todos procuramos, assim nada nos pode tirá-la se estivermos unidos a Deus. A nossa felicidade e a nossa plenitude procedem de Deus. Peçamos ao Senhor que transforme as nossas almas, operando uma mudança radical nos nossos critérios sobre a felicidade e a infelicidade. Seremos necessariamente felizes se estivermos abertos aos caminhos de Deus em nossas vidas. Quando os homens, para encontrarem a felicidade, experimentam caminhos diferentes do da vontade de Deus, diferentes daquele que o Mestre nos traçou, no fim só encontram solidão e tristeza. Longe do Senhor, só se colhem frutos amargos e, de uma forma ou de outra, acaba-se como o filho pródigo enquanto esteve longe da casa paterna: comendo bolotas e cuidando de porcos (Lc 15, 11-32). São felizes aqueles que seguem o Senhor, aqueles que lhe pedem e fomentam dentro de si o desejo de santidade. Diante deste convite a Santidade, vivamos com intenso espírito de pobreza, sendo misericordiosos como o Pai do céus é misericordioso . Deus abençoe a todos. Amém.

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