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Publicação de 2017-01-23

Segunda-feira Azul

Vox Dei nº 435 de 22 de janeiro de 2017

Segundo um psicólogo inglês, a terceira segunda-feira do mês de janeiro seria o dia mais triste do ano, fenômeno que chamou de “Blue Monday” (com tradução literal para o português, à primeira vista, como Segunda-Feira “Azul”).

A conclusão de que as pessoas se sentem mais tristes nessa data, envolve cálculos matemáticos. Todavia, a hipótese teria se baseado no fato de que, nessa data, a euforia provocada pelas festas de fim de ano dão lugar à fria realidade da vida prática. É quando o “espírito do Natal” se dissipa, as contas vão chegando, a rotina se normalizando, já ficou tarde para desejar “Feliz Ano Novo” e a vida vai seguindo seu curso sem ilusões. A realidade assume a forma de uma navalha afiada que corta os laços do espírito benfazejo: sai a esperança e assume a especulação.

A denominação desse fenômeno está no sentimento e não na cor. O psicólogo usa a expressão “blue” como sinônimo de melancolia, prostração; “to feel blue”, é sentir-se triste, infeliz, um outro significado da palavra “blue”. Confirmando essa assertiva, temos o emblemático gênero de canção do folclore negro norte-americano, de cunho melancólico, o muito conhecido, ritmo “blues”. Blue (Azul) também é a cor que sisnestesicamente significa ‘tristeza’ na cultura afro-americana.

Esse choque de realidade pode estar ligado ao poder de sugestão daquelas pessoas que se limitam a seguir a onda dos acontecimentos. Atrevo-me a dizer que são pessoas que não possuem a concretude do sentimento de pertença a nada ou a ninguém, vivem ao sabor do vento e quando a tempestade chega passam a odiar o vento. É óbvio que essa teoria se dá por amostragem, nem todos se sentem assim, uns porque não vivenciaram a explosão de consumo do final do ano, outros porque não se aprofundaram na vivência da espiritualidade advinda do Natal.

Nesse contexto, pode-se assegurar que há uma grande expectativa de que, quem crê em Jesus Cristo como Deus e Senhor não passe por tribulações e momentos de tristeza, ou que, quem tem a fé consolidada, não sofra de depressão, por exemplo. A perda de emprego, os graves problemas de saúde, as mortes inesperadas são intempéries que podem ser dirimidas, diluídas ou suprimidas como fonte de sofrimento, se a tudo enfrentarem com a fé nos propósitos de amor e misericórdia que há em Jesus!

Essa fonte de esperança é inesgotável, é um caminhar na serenidade de que com Ele tudo se resolve! Deus criou o homem para a alegria de viver, para estar em harmonia com tudo e com todos! Esse azul em qualquer dia da semana restará suavizado pelo amor de Deus por você, é só procurá-lo com a força da fé!

Início da Missão de Jesus

Vox Dei nº 435 de 22 de janeiro de 2017

Jesus inicia a sua missão fazendo um apelo e um convite, ao mesmo tempo, à conversão, passando pelas ruas dos nossos bairros, das nossas cidades, nos estados, províncias e países. Assim como nas regiões descritas neste evangelho suas palavras continuam a ressoar, não só no mundo mas em cada coração humano, pois sua Palavra é verdade eterna: “convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.

Este convite à conversão constitui a conclusão vital do anúncio feito pelos apóstolos depois de Pentecostes. Nele, o objeto do anúncio fica totalmente explícito: já não é genericamente o “reino”, mas sim a obra mesma de Jesus, integrada no plano divino predito pelos profetas. Ao anúncio do que teve lugar com o Jesus Cristo morto, ressuscitado e vivo na glória do Pai, segue-lhe o premente convite à “conversão”, a que está ligada o perdão dos pecados.

Tudo isto aparece claramente no discurso que Pedro pronuncia no pórtico de Salomão: “Deus deu cumprimento deste modo ao que tinha anunciado pela boca de todos os profetas: que seu Cristo padeceria. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam apagados” (At 3,18-19). Este perdão dos pecados, no Antigo Testamento, foi prometido por Deus no contexto da “nova aliança”, que Ele estabelecerá com seu povo (cf Jr 31,31-34). Deus escreverá a lei no coração.

Nesta perspectiva, a conversão é um requisito da aliança definitiva com Deus e ao mesmo tempo uma atitude permanente daquele que, acolhendo as palavras do anúncio evangélico, passa a formar parte do reino de Deus em seu dinamismo histórico e escatológico. Os destinatários da mensagem de Jesus são todos os que se abrem à Palavra para escutá-la com sinceridade, alcançam a paz, a salvação, a vida. Ele continua a revelar-se para nossa humanidade, quando fazemos o esforço necessário para nossa conversão. Após receber o batismo de João, Jesus inicia uma nova fase em sua vida. Deixa a sua cidade de origem, Nazaré, onde morava sua família, e vai morar em Cafarnaum, às margens do mar da Galileia. Jesus percorre a Galileia, onde se encontravam gentios e judeus.

O grande número de doentes e enfermos era a expressão das precárias condições de vida do povo oprimido, com o qual Jesus se relacionava e comungava. A ele acorrem, também, as multidões provenientes das regiões exclusivamente gentílicas, vizinhas da Galileia. Fica bem em evidência o caráter universalista do anúncio de Jesus, visando à libertação de toda opressão e ao favorecimento dos mais pobres.

Ao iniciar minha missão como novo pároco desta paróquia, vejo neste texto um projeto pastoral para nossa paróquia. O projeto “NOVA PARÓQUIA COMUNIDADE DE COMUNIDADES” da CNBB, nos mostra que é urgente a conversão pastoral. Esta consiste num seguimento radical a Jesus, deixar-nos ser conduzidos por Ele, que nos envia em missão. Não há missão autêntica sem seguir e anunciar Jesus Cristo!

Deus abençoe a todos.

“Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1, 29)

Vox Dei nº 433 de 08 de janeiro de 2017

Último artigo do Cônego Beltrão antes de seu desligamento como pároco da Paróquia da Santíssima Trindade.

Cordeiro de Deus em latim é “Agnus Dei”, uma expressão utilizada pela nossa religião para se referir a Jesus Cristo, identificado como o Salvador da humanidade, ao ter sido sacrificado em resgate pelo pecado original. Na arte e na simbologia cristã, é frequentemente representado por um cordeiro com uma cruz. A expressão aparece no Novo Testamento, principalmente no Evangelho de hoje, onde João Batista diz de Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).

João Batista tem uma atuação fundamental no projeto de Deus realizado em Jesus. O batismo de João tinha características originais e sua proclamação foi tão marcante que o tornou conhecido como “o Batista”. Enquanto as abluções de purificação com água, tradicionais entre os judeus, eram repetidas com frequência, o mergulho nas águas do batismo, com João, era feito uma única vez e tinha o sentido de sinalizar uma mudança de vida para um compromisso perene com a prática da justiça que fortalece a vida.

João Batista não foi discípulo de Jesus, mas soube reconhecê-Lo como Filho de Deus porque estava atento a todos os sinais do Espírito Santo! Assim, ele pôde dar testemunho de que Cristo é verdadeiramente o Filho de Deus e o Cordeiro imolado para tirar o pecado do mundo.

Nós também, se estivermos atentos ao Espírito Santo, perceberemos os sinais de Deus para a nossa vida e, com certeza, teremos mais fé e convicção do Seu grande amor para conosco. João era um homem como nós, todavia soube compreender a sua missão e cumpri-la sem titubear. O Espírito Santo também descansa sobre nós e nos motiva a desempenhar a nossa missão aqui na terra e dar testemunho de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Cordeiro que veio para tirar o pecado do mundo.

Portanto, o nosso testemunho deve estar baseado em nossa vivência diária e em nossa intimidade com o Espírito Santo, pois é Ele quem nos revela Cristo e confirma para nós as obras que em nós serão realizadas. A maior obra é a Salvação que Ele veio nos trazer. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira todo tipo de pecado do mundo e já nos retirou do estado de escravidão, por isso, hoje somos Suas testemunhas. Mas, para isso, é preciso aderir a Ele decididamente!

Amar com Amor

Vox Dei nº 433 de 08 de janeiro de 2017

Pronto, já chegou o futuro! É hora de começar a concretizar as promessas ou cobrar do tempo aquilo que se estabeleceu como meta no ano que passou.

Em tempos de mídias sociais, recebemos tantas mensagens falando de felicidade, paz, amor, prosperidade que nem damos conta de responder! Por vezes, a remessa desregrada se torna enfadonha a ponto de algumas pessoas demonstrarem aborrecimento pelo excesso de mensagens “fofinhas” que recebem no fim do ano.

Assim, percebemos o nível de intolerância que as pessoas vão desenvolvendo ao longo da vida. Entendo esse fato como um boicote ou uma auto sabotagem, quando a pessoa já não consegue aceitar simples votos de bons augúrios. Imagino que aquela pessoa já incorporou de tal forma a tristeza, o mau humor ou a infelicidade, que não consegue mais se alegrar ou abrir seu coração para a alegria.

Vimos pelo noticiário que um pai foi capaz de pular o muro de uma residência e matar doze pessoas que se confraternizavam, dentre as quais seu próprio filho a quem dizia amar! O homem aparentemente “normal” extrapolou todos os limites chegando ao máximo da perversidade ao tirar a vida das pessoas em um momento de comemoração. Sua frustração pessoal não lhe permitia entender a alegria de outras pessoas.

Quando atribuímos a falta de Deus a episódios assim, muitas vezes não observamos o quanto temos de intolerância e falta de sintonia com a harmonia em nossa volta. Quando deixamos de observar que existe a possibilidade de entrar em estado de graça, de alegria ou mesmo de serenidade para entender o momento em que estamos vivendo, com certeza absoluta também estamos sem Deus no coração e nas ações.

Amar a Deus é se lançar num estado de graça e ser incapaz de fazer mal a alguém. É amar com amor verdadeiro, incondicionalmente e sem egoísmo.

Ficar horas sentado à frente da TV é uma atitude solitária de quem apenas quer ver a vida passar diante dos olhos e não criar mais expectativas sobre algo concreto a realizar.

Um sintoma clássico da desilusão com a vida é deixar de sonhar, de se programar, de criar, de estabelecer contato com qualquer tipo de relacionamento que envolva emoção. Mas há tanto a fazer!

Vi uma mulher idosa escrevendo cartas para quem não sabe escrever, uma outra costurando vestidinhos para meninas necessitadas, um homem cuidando de cães doentes nas ruas, uma menina catando selos de latinhas para comprar cadeiras de rodas, um homem ensinando a tocar instrumentos a uma comunidade de crianças e jovens, e ainda um outro ensinando esportes marciais a outro grupo de crianças, enfim, cada um dá o que tem. Se não tem, conclama a quem tem e faz acontecer.

“Vimos a sua estrela e viemos adorá-Lo” (Mt 2, 2)

Vox Dei nº 433 de 08 de janeiro de 2017

A Epifania do Senhor é uma festa religiosa cristã celebrada nos primeiros dias de janeiro. Para nós, cristãos católicos, a Solenidade da Epifania representa a assunção humana de Jesus Cristo, quando o Filho do Criador dá-se a conhecer ao Mundo. Na narração bíblica, Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém o mundo cristão celebra como epifanias três eventos: a Epifania propriamente dita perante os magos do Oriente; a Epifania a João Batista no rio Jordão; e a Epifania a Seus discípulos e início de Sua vida pública com o milagre de Caná quando começa o seu ministério. A palavra “epifania” significa um momento privilegiado de revelação, quando acontece um evento ou incidente que “ilumina” a vida da personagem.

Hoje, solenidade da “Epifania”, que significa “Manifestação”, volta com vigor o tema da luz. Hoje, o Messias, que em Belém se manifestou a humildes pastores da região, continua a revelar-se luz dos povos de todos os tempos e de todos os lugares. Para os magos, vindos do Oriente para O adorar, a luz do rei dos Judeus que acaba de nascer assume a forma de um astro celeste, muito brilhante, a ponto de atrai-los e os guiar até Jerusalém. Põe-nos, assim, nas pegadas das antigas profecias messiânicas: “uma estrela sai de Jacó e um cetro flamejante surge do seio de Israel” (Nm 24, 17).

Ainda hoje, o símbolo bíblico da estrela evoca profundos sentimentos, mesmo que, como tantos outros sinais do sagrado, corra o risco de se tornar banalizada pelo uso consumista que dela é feito. Todavia, recolocada no seu contexto original, a estrela que contemplamos no presépio fala ao espírito e ao coração do homem do terceiro milênio.

Portanto, iluminados por esta temática, somos hoje os ”magos” que buscamos encontrar a Deus para adorá-Lo e servi-Lo, porém, no nosso caminho nos deparamos com os “reis Herodes” que tentam com todo o tipo de artimanhas nos impedir na missão. Eles são representados pelas pessoas que seguem a mentalidade mundana de que somos nós os próprios deuses a quem todos devem servir e que cada um é o dono da sua história. O mundo tenta nos aliciar com as suas ideias falsas de felicidade e, se não estivermos vigilantes, cairemos em suas armadilhas.

Os magos seguiram a estrela que indicava a direção certa para que eles encontrassem o Menino Jesus e não se deixaram influenciar pelas palavras de Herodes. Encontrar Jesus é encontrar a felicidade verdadeira, a maior de todas as riquezas. Para isso, precisamos, assim como os magos, seguir a estrela sem olhar para o que é atrativo ao nosso redor.

Os presentes levados pelos Magos tem um rico significado teológico. O ouro aponta Jesus como o Rei universal; o incenso como Sacerdote pelo amor e serviço sem reservas nem medidas, até o extremo da morte, lembrada pela mirra! Depois que encontramos Jesus e oferecemos a Ele o nosso coração, o nosso sofrimento, as nossas ações e O adoramos em espírito e em verdade, nunca mais seremos os mesmos. Encontramos um Novo Caminho!

“Paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2,14)

Vox Dei nº 432 de 01 de janeiro de 2017

Queridos Paroquianos e amigos,

Pela graça de Deus chegamos ao final de mais um ano, pois chega ao fim 2016! O único objetivo de olhar para trás, é o de verificar o que podemos fazer melhor daqui para frente, do contrário, ficaremos procurando culpados, atitude não compatível com a vida de um cristão. Vejamos o que disse Moisés no Salmo (90.12): “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio”. É esse o objetivo!

Para termos um ano novo abençoado e dirigido pelo Espírito Santo, Deus deve estar presente em todos os nossos dias e aplicar a sua verdade em nossas vidas, a sua justiça a nós revelada, e os seus preceitos positivos e negativos a todos os nossos pensamentos, valores e ações. Lembremo-nos: “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8, 28).

Mas, meus caros, como é bom percebermos que “ainda temos um longo caminho a percorrer” (1Rs 19, 7), pois certamente houve algumas dificuldades que devem ser motivo de exame de consciência por cada um de nós: devemos ter a clareza de que nossas falhas precisam ser superadas e, sobretudo, saber que nossa missão é construir e facilitar, em constante atitude de conversão!

Ao encerrar minha missão de Pároco na querida Paróquia da Santíssima Trindade, quero expressar meu sincero e profundo agradecimento a cada membro das pastorais, movimentos e serviços, nas diversas funções que desempenham, assim como aos colaboradores e benfeitores, com a certeza de que as bênçãos redobradas de Deus os acompanharão sempre! Obrigado pelo carinho de todos, pelas correções fraternas! O mestre Jesus indica o que devemos dizer nestes momentos: “Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer.” (Lc 17,10).

Portanto, iniciamos a preparação, como todos sabem, para a chegada do novo Pároco: Côn. José Gonçalo, com posse marcada para o dia 15/01/2017 às 19h, a qual faremos com carinho e alegria. Lembremo-nos também daqueles que irão para outras terras, outras cidades, nosso “até logo” e a confirmação de nossas saudades! Àqueles que chegam, nossas calorosas boas vindas, pois, ao crescer a família paroquial, cresce também a fé em Cristo!

Aproveitemos as inúmeras graças que o Ano Mariano nos proporcionará: “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe” (Papa Francisco). Preparemos nossos corações, com orações e espírito de fé, para vivermos um intenso período de avaliação e estudos em vista da 9ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, inicialmente em nível de Paróquia e Região Episcopal, iluminados pelo tema: “Evangelizar: graça, vocação e identidade da Igreja”.

Meus votos de um Feliz e abençoado 2017, para o qual, de coração, dedico as minhas orações e lhes concedo minha bênção paterna. No Deus Uno e Trino,

Côn. Antonio Beltrão Ribeiro Filho

Pároco da Paróquia da Santíssima Trindade

A conta do tempo corrente

Vox Dei nº 432 de 01 de janeiro de 2017

Os “preveteiros” de plantão já vaticinaram que 2017 será um ano difícil! Será mesmo? O ano é uma medida de tempo, não uma força qualquer que tudo domina e que dita regras chamadas por muitos de destino.

A morte de artistas, do querido Cônego Jayme Sidônio e até a de Dom Paulo Evaristo Arns causaram comoção e estarrecimento. As mortes no time Chapecoense, na guerra na Síria, nos ataques terroristas e as de anônimos, a atual conjuntura no Brasil e no mundo, tudo vai direcionando para o lado fatalístico e apocalíptico das pessoas.

Num contexto menor e que atinge nossa comunidade teremos o adeus ao nosso tão querido Pároco, cônego Antonio Beltrão. Não, graças a Deus ele não morreu! Ele irá realizar uma nova missão por determinação superior da Arquidiocese de Belém.

Para quem se acostumou com seu jeitinho um tanto tímido, mas que ganha eloquência na medida em que avança em suas homilias, sua voz forte e afinada que se sobressai nos cânticos e que nos maravilhou quando o ouvimos dando uma “palhinha” cantando nos festejos de seu jubileu sacerdotal, sua sempre atenciosa e preciosa direção espiritual junto às pastorais e serviços paroquiais, já nos fazem sentir saudades antecipadas.

Ouvindo uma mulher tagarelar na sala de espera de um consultório médico, ela contava que havia lido um livro onde o autor dizia entender o tempo da seguinte forma: Todos os dias Deus deposita numa conta em nome da pessoa o tempo de 24 horas. O correntista usa, gasta, esbanja, aproveita do jeito e da forma que lhe convier. Não há regras estabelecidas para usufruir, há apenas a contabilização diária dos lucros e das perdas.

Assim, ele entende como uma forma objetiva de contabilizar o tempo que Deus dá generosamente a todos igualmente e quem movimenta com toda a liberdade é o usuário. Não é o ano que consome o tempo. Quando acabar esse tempo medido por Deus, somente a Ele caberá encerrar essa conta.

Se pensarmos assim, como iremos consumir o tempo em 2017? Enquanto se pode ter o livre arbítrio para utilizar do tempo corrente, porque em vez de consumir, não ganhar o tempo? Como se ganha? Ah, ganha-se muito ao colocar Deus antes e durante tudo o que fizer, e quando esgotar esse tempo, terá um outro, eterno e infinito na maior e melhor presença de Deus na vida eterna! É possível mudar a visão das coisas quando se trabalha para a excelência e o bem de todos.

Que venha um tempo bom, auspicioso e feliz para todos! Esse é o desejo da PASCOM.

“Encontraram Maria e José e o recém-nascido” (Lc 2, 16)

Vox Dei nº 432 de 01 de janeiro de 2017

O ano litúrgico antecipa-se ao ano civil, iniciando-se com o tempo do Advento que prepara o Natal. Na oitava do Natal, em 1º de janeiro, a Igreja faz a comemoração de Maria, “Mãe de Deus”. Este título de Maria, atribuído pelo Concílio de Éfeso (431), realça a íntima união entre a divindade e a humanidade, revelada na encarnação de Jesus. A maternidade divina de Maria vem, de certo modo, preencher a carência do feminino na imagem tradicional de Deus, particularmente no Primeiro Testamento. Nas devoções a Maria, os fiéis buscam a face materna de Deus.

No evangelho, continuamos a contemplar os fatos relacionados ao nascimento de Jesus. Depois de terem sido avisados pelos anjos, os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria, José e o Menino Jesus envolto em faixas, colocado numa manjedoura, o único lugar que encontraram para que o menino nascesse. Belém foi a cidade escolhida para abrigar a Família de Nazaré e ser cenário do nascimento do Filho de Deus. Belém, hoje, é a nossa casa que recebe também a visita da Santa Família de Nazaré e onde o anjo se apresenta para mais uma vez nos anunciar tudo o que diz respeito a esta família.

A Sagrada Família é modelo de obediência, de simplicidade, de humildade e de justiça. Nela nós podemos nos nortear para cultivar relacionamentos de amor segundo a vontade do Pai. É na nossa casa que nos reunimos pai, mãe, filhos irmãos e irmãs. E é na família que acontece a salvação noticiada pelos pastores, conforme lhes informara o anjo, mensageiro de Deus. É para a nossa família toda que o Senhor promete derramar as bênçãos.

Os pastores saíram anunciando com grande alegria e todos ficaram maravilhados com o que eles contaram sobre as palavras do anjo. Maria percebia mais além do que todas as pessoas e “guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração.” Ela alcançava no seu coração os mistérios de Deus e sondava qual seria a vontade do Pai para o Filho que nela fora gerado e agora era colocado no mundo. Outra mãe no seu lugar tornar-se-ia cheia de orgulho e admiração pela sua própria conquista, pelo privilégio, pela fama, e ficaria apenas no superficial. Assim sendo, Maria nos dá exemplo de sobriedade, de discrição, de simplicidade.

Nós, a exemplo de Maria, precisamos ir fundo nos acontecimentos da nossa vida a fim de que percebamos nas nossas “aparentes” conquistas, o que é essencial para Deus e não para nós mesmos. Maria guardava os fatos e meditava sobre eles em seu coração. É este também o nosso papel diante das coisas extraordinárias que nos são anunciadas: guardar com carinho no nosso coração e perceber os sinais de Deus através do desenrolar da nossa vida, confirmando-os na Palavra e nos ensinamentos evangélicos. Abramos a porta da nossa casa para que a Sagrada Família nos ensine a fazer a vontade do Pai e, então, todos os nossos planos serão bem sucedidos. Ensina-nos, ó Mãe, a sermos discípulos de Jesus neste novo ano!

O Coração Manjedoura

Vox Dei nº 431 de 25 de dezembro de 2016

Quem é aquele que chega para povoar o imaginário infantil e se materializa nas lojas, na televisão, nos “outdoors”, nas decorações e aparece sentado em uma majestosa poltrona vermelha para ouvir os pedidos dos pequenos e com eles tirar fotos, tão logo se aproxima o Natal?

É ele mesmo, o bom velhinho! Ele carrega um grande saco recheado de presentes e, em seu nome, muitas crianças são disciplinadas para merecer uma recompensa no final do ano: se forem obedientes, recebem um presente de Natal! Se conseguirem conservar-se assim, no ano seguinte tem mais!

E quem disse que ele não existe? Claro que sim! Eu mesma já vi, ganhei presentes e tirei fotos. Ele saía do meio da neve em um trenó que voava puxado por renas! Pena que ele só vinha uma vez por ano! Chato não é? Pois é!

Um dia, eu pensei na minha cabecinha lúcida de criança esperta: “Será que se Jesus não tivesse nascido, a festa do Natal existiria?” “Será que aquele bom velhinho daria todos aqueles presentes?”

A conclusão veio da observação do presépio montado em destaque na entrada da Igreja. Ainda não haviam colocado a figura do Menino Jesus e eu passei a ansiar por vê-lO ali.

Foi numa manhã de Natal quando, numa celebração religiosa, recebi a Primeira Eucaristia. Carreguei a manjedoura com o Menino Jesus numa pequena procissão ao redor da Igreja. Ninguém podia imaginar como me senti importante naquele momento, como aquele gesto foi uma alegria e um privilégio para mim!

Depois da procissão, eu comunguei, recebi Jesus sacramentado na Eucaristia! Foi quando pude sentir o que é ter a honra de carregar verdadeiramente a Jesus! Meu espírito encheu-se de uma graça tamanha que quase não suportava de emoção! Compreendi, naquele momento, o quanto fui agraciada com um presente que jamais se quebraria! A manjedoura era meu coração!

Quando observo, em algumas cerimônias, as pessoas se acotovelando para tentar tocar o ostensório, na adoração eucarística, eu penso o quanto essas pessoas estariam mais próximas de Jesus se elas O recebessem em comunhão na Eucaristia e se transformassem em ostensório vivo, afinal acabaram de receber Jesus sacramentado! É uma forma linda de adoração e fé!

Essa percepção talvez mudasse o mundo! É o mesmo Jesus que tanto enternece e faz o Natal ter espírito de paz! É o presente inesgotável, inquebrável e que dura para sempre, basta carregá-lO consigo em todos os momentos, em todas as suas ações e ter um Feliz Natal sempre, em qualquer tempo!

PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE! FELIZ NATAL A TODOS! É o desejo da PASCOM

“Vamos à Belém ver este acontecimento” (Lc 2, 15)

Vox Dei nº 431 de 25 de dezembro de 2016

A história do nascimento do Senhor, contada nas palavras singelas de Lucas, perdura ainda com a sua mensagem profunda de paz, união, solidariedade e amor, que o neopaganismo pós-moderno da nossa sociedade é incapaz de ofuscar. Juntam-se à essa história vários personagens.

No tempo de Jesus, os pastores eram considerados como delinquentes, dispostos sempre ao roubo, por isso não mereciam confiança alguma e nem podiam testemunhar em juízo. É importante notar que, em Lucas, são pessoas pertencentes a duas categorias proibidas de dar testemunho em juízo (pastores e mulheres) que Deus escolhe para testemunhar os dois eventos mais importantes da história : o nascimento e a ressurreição do Salvador. O Natal se torna festa de inclusão dos que a religião oficial e a sociedade dominante excluía.

A mensagem dos anjos: “Glória a Deus no alto, e na terra paz aos homens por Ele amados” cria dois elementos conjugados, ou seja, uma maneira de dar glória a Deus no alto é a criação da paz entre as pessoas aqui na terra. Atrás do termo “paz” há um cabedal de reflexão teológica, vindo do Antigo Testamento. O nosso termo “paz” capta somente uma parte do que significava a palavra hebraica “Shalom”, que não se limita a uma mera ausência de violência física, mas inclui a realização de tudo que Deus deseja para os seus filhos e filhas. Portanto o texto natalino nos convida e desafia para que demos glória a Deus através do nosso esforço em criar um mundo de Shalom – onde todos possam “ter vida, e vida em abundância!” (cf Jo 10,10)

É importante também refletir como Lucas nos apresenta a pessoa da Maria neste texto. Enquanto todos os que ouviam os pastores “assombravam-se” (v. 18), “Maria conservava isso e meditava tudo em seu coração”. Lucas enfatiza que Maria meditava as palavras, contemplando-as, para descobrir o seu significado. Maria cresceu na fé, acolhendo e discernindo o sentido profundo dos acontecimentos – se torna peregrina na fé, modelo para todos nós, nos convidando a mergulharmos nos relatos evangélicos, contemplando os mistérios da vida de Jesus e o que eles podem significar para nós hoje.

A festa de Natal é uma oportunidade ímpar para nos aprofundarmos no sentido do amor de Deus por nós, expressado na Encarnação. Mas, se fizermos dele somente uma festa de consumismo e materialismo, jamais colheremos os seus frutos. Sem deixar do lado o seu lado lúdico, familiar e festivo, cuidemos para não sermos seduzidos pelos ídolos do ter e do prazer, tão bem promovidos pelo marketing comercial – mas retornemos à singeleza da gruta de Belém e redescubramos o motivo duma verdadeira “alegria para todo o povo”, – nasceu para nós o Salvador!

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