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Publicação de 2016-05

“Vós sereis testemunhas de tudo isso“ (Lc 24, 48)

A Ascensão é o término da missão terrena de Jesus, embora continue sua atuação mediante o Espírito Santo. Por sua vez, inicia-se a missão da Igreja, pois ela deve continuar o que Ele começou, fortalecendo nossa esperança. Nós saímos de Deus para um dia voltarmos a Ele. É a fascinante vocação do homem, elevar-se, emigrar para um mundo novo. É um movimento para o alto, um impulso para o infinito, uma procura da vida que não tem fim. E Jesus, que se eleva, nos convida para esta aventura maravilhosa. “Subiu não para se afastar da nossa humildade, mas para nos dar a esperança de que um dia iremos ao seu encontro, onde Ele nos precedeu” (Prefácio da Missa da Ascensão).

A Ascensão de Jesus é a preparação da nossa ascensão: “Vou preparar um lugar para vocês…”, disse Jesus aos Apóstolos. Ele preparou esse lugar, voltando para o Pai, ficando para nós a responsabilidade de conquistar esse lugar. O olhar dos apóstolos, voltado para o céu, simbolizava a esperança de uma volta imediata de Jesus, o desejo de que ele retomasse a obra interrompida. A voz do céu, porém, esclarece que Jesus não iria voltar para continuar a propagação do Reino de Deus, mas eles deveriam continuar a obra do Mestre. E nós enquanto aguardamos a nossa Ascensão, não podemos ficar de braços cruzados, apenas olhando para o céu, indiferentes às injustiças, a violência, as guerras, a corrupção, os direitos humanos, os direitos das mulheres e crianças. Pelo contrário, devemos cumprir a ordem deixada por Cristo: “Vocês serão as minhas testemunhas…”

Será que não poderíamos também ser advertidos pelos anjos de Deus: “Por que ficais aí parados, de braços cruzados, olhando para o céu?” Não é o momento de olhar ao nosso redor e iniciar a Missão? Cristo estava com eles, porque os milagres tornavam fecundas as palavras missionárias dos apóstolos e discípulos, os quais, por sua vez, passaram a ser extensões do próprio Cristo. Seus pés passaram a substituir os pés empoeirados do Mestre. A boca deles passou a ser a boca de Jesus espalhando a semente da Palavra. Os braços passaram a ser prolongamentos dos braços de Cristo abençoando, gesticulando na ânsia incontida da pregação, da cura. As nações daquele tempo foram catequizadas a duras penas, utilizando-se os transportes precários daquela época. Mas Jesus também falou: “Permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto”. E eles esperaram a vinda do Espírito Santo pela oração, para que em comunhão e unidade, pudessem continuar a missão deixada pelo Mestre.

Nessa semana, somos convidados a rezar pela unidade dos cristãos com o tema “Chamados a proclamar os altos feitos do Senhor” (1 Pd 2,9), através das orientações do CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs), que realiza todo ano esta Semana. Unamo-nos pela fé comum a Jesus Cristo em prol da Missão de evangelizar!

Ser Mulher, ser Mãe

Todo mundo espera que a mãe seja uma mulher perfeita, aquela que sabe tudo, que nunca erra, que é justa, dedicada e abnegada em favor dos filhos, que tudo supera e que tudo vence, mas nem sempre é assim.

A mulher moderna pode escolher ser mãe e aguardar docemente o nascimento de seu filho, pode sufocar de carinho, reverberar para o mundo que tem um dom especial e mais ainda, que explode de amor! Ela idealiza a criação que vai dar, luta com especial fervor pela sua educação formal, chama para si toda a responsabilidade sobre tudo o que diz respeito ao filho mesmo que este tenha e/ou conviva com o pai.

Muitas mulheres ao contrário, apesar de gestar e parir, não querem dividir, nem multiplicar, nem somar sua miséria humana, não que essa miséria seja necessariamente econômica, mas aquela egoísta, sem o mínimo espírito de partilha, sem o dom do afeto por ninguém e em especial ao ser que gerou. A essas eu, particularmente não chamaria de mãe.

Apesar de toda boa vontade, de todo amor, de toda a atenção dispensada, nem sempre o filho corresponde ao que a mãe espera dele, resultado: aí ela cobra e briga, se chateia, aborrece com seus pitacos e insiste em “se meter na vida dos filhos” mesmo que estes já estejam adultos, e surgem conflitos e desamor, ficam de mal, querem distância da mãe invasiva e cobradora.

Por sorte, existe outra vertente muito mais numerosa: são as mães amigas, dispostas a estar sempre de ouvidos atentos ao que acontece com e ao redor dos filhos, as que sabem esperar o momento de intervir sem interferir, as que sabem aconselhar e esperar a aceitação do seu conselho, as que sabem calar quando é necessário, as que sabem orientar e dialogar. Estas mães são em geral construídas a partir do exemplo mais perfeito de mãe que já houve sobre a terra: Maria Santíssima, a Mãe de Jesus!

Mães que orientam seus filhos dentro da mais irrestrita conduta cristã, criam pessoas prontas para ser instrumento de união, de paz, de respeito, de amor e fé em Deus. Os filhos, por sua vez, aprenderam a olhar sua mãe com respeito, primeiramente por ser uma irmã em Cristo, uma pessoa a quem se deve toda a consideração, e depois por ser aquela que os gerou.

Celebremos com alegria esse dia dedicado às Mães, rezemos por toda mulher que concebe para que seja um espírito de fortaleza e de doçura, e receba a virtude e a graça de ser uma mãe espelhada na Mãe de Jesus!

A PASCOM DESEJA A TODOS UM FELIZ ENCONTRO ENTRE FILHOS E MÃES!

Trabalho e Trabalhador

Trabalho e Trabalhador Adiene Cavalcante Brabo Um amigo, bastante irreverente, fez uma postagem numa rede social na internet, onde havia a gravura de uma mulher aparentemente exausta, com o olhar perdido no vazio, estampando a legenda: “gostaria que alguém explicasse porque o serviço de casa nunca acaba”.

É interessante observar que, mesmo nesta época de nova avalanche feminista, ainda se considera a lida doméstica como uma atividade menor, e se julga que “trabalho”, na verdadeira acepção da palavra, deve ser o assalariado ou remunerado de alguma forma.

Nestes tempos de crise econômica, aquele assim chamado, trabalhador, bem cedinho mal toma seu gole de café e sai pressuroso para cumprir seu dia de labuta, já se depara melancolicamente com uma fila de desempregados em busca de ocupação remunerada.

Para alguém, “arrimo de família”, é uma degradação não poder sustentá-la: se lhe afigura castigo e provação. Entendo que não se deve pensar dessa forma e, sim, ter a atitude digna de pessoa laboriosa, daquela que realmente produz e contribui para a movimentação da economia com honestidade e retidão de caráter, daquela que acredita em seu potencial e se empenha para conquistar uma vaga no mercado de trabalho.

Quem está iniciando sua vida profissional, ou quem está em busca do primeiro emprego, seguramente encontra-se cheio de expectativas, determinado a contribuir para a renda familiar. E todos precisam de dinheiro, é certo, não só para custear as despesas pessoais e familiares como para financiar seu crescimento e qualificação profissionais.

Na atual conjuntura, de desemprego em ascensão, é complicado comemorar o Dia do Trabalho sem estar trabalhando ou celebrar o Dia do Trabalhador sem trabalho. Um não existe sem o outro. Entretanto, se o cidadão se entrega a uma atividade gratificante, mesmo que sem pagamento em dinheiro, deve comemorar sim e muito. Sejam estes os(as) trabalhadores(as) do lar, sejam voluntários(as) de alguma ação dignificante, sejam os(as) que se empenham em se tornar mais preparados(as) e competitivos(as) no mercado de trabalho, sejam os(as) que mudam de atividade, se reinventam para construir uma atividade rentável, sejam, enfim, os(as) que empreendem e ainda conseguem agregar pessoas de valor para o empreendimento.

Talvez este seja um tempo justo para repensar, crescer, amadurecer ideias que possam conduzir a um horizonte mais feliz. Não se deixe abater, pois há “alguém” em quem se espelhar, e que pode trazer a luz para conduzir seu caminho. Esse “alguém” é o nosso Senhor e Mestre, Jesus! “A messe é grande, mas os operários são poucos”, Ele disse um dia aos Seus discípulos.

“Nós viremos e faremos nele a nossa morada“ (Jo 14,23)

Este domingo é o último antes da Ascensão, que encerra a presença humana de Cristo na terra. O anúncio dessa separação provoca tristeza aos apóstolos, mas Cristo lhes garante que não os deixará sós, pelo contrário, continuará presente, embora de outra forma. A comunidade que ama, torna-se uma morada de Deus.

Diante do que diz o Evangelho, não precisamos de muitas provas para descobrir se amamos ou não a Jesus, mas apenas fazer um exame de consciência para perceber se estamos guardando a Sua Palavra: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra”, essa é a proposta de Jesus para nós. Guardar a Palavra significa vivê-La como um ato de fé, sem questionar, mesmo se ainda não a compreendemos. Para nós, já é uma grande graça o fato de que temos acesso à Palavra de Deus Pai, nosso Criador. Portanto, é grande motivo para que sejamos gratos a Jesus que veio nos revelar tudo o que o Pai deseja nos conceder. Jesus veio em Nome do Pai para nos dar uma vida de felicidade e, isto também é o motivo maior para que nós O amemos com todo o nosso ser.

Entre os pagãos, Deus era um ser distante, vingativo… Para o povo de Israel Ele era um Deus mais próximo: “Emanuel”, Deus conosco, a Arca da Aliança, a Tenda… “Porei minha casa bem no meio de vós, e o meu coração nunca mais vos deixará”. (Lev 26,11) No tempo de Jesus a morada de Deus era o Templo de Jerusalém… Para Cristo, Morada de Deus pode ser o coração de todo cristão: “O Pai e Eu faremos nele morada…” Com a Samaritana, fala dos adoradores em “Espírito e Verdade”. Os verdadeiros adoradores do Pai não precisam de uma Igreja de luxo… Deus poderá ser adorado na igreja do coração de todo cristão. Estará presente até os confins da terra. Essa presença do Espírito não pode ficar fechada e escondida no coração dos discípulos. Pelo contrário, deverá ser revelada até os “confins da terra” pelo testemunho dos Apóstolos e de quantos amam Jesus de verdade.

Por isso, quem acolhe os ensinamentos de Jesus está assumindo a vida em abundância prometida por Ele, assim como também fazendo a vontade do Pai. Com efeito, a prova de que amamos a Jesus é a vivência da Palavra do Pai que Ele veio nos anunciar. “… e o Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada”, disse ainda Jesus. Quando nós vivemos o Evangelho temos a garantia de que O Pai e o Filho moram em nós com todo o Poder do Espírito Santo. Assim sendo, cumprir a Palavra é morar na casa do Pai. Com toda essa profunda revelação profética, nos perguntamos: depois de vinte séculos, por que ainda nos paralisa o medo em relação ao futuro? Por que tanto receio frente à sociedade moderna? Há ainda muita gente que tem fome de Jesus. O Papa Francisco é um presente do amor de Deus, é uma prova de que tudo nos convida para caminhar em direção a uma Igreja mais fiel a Jesus e a Seu Evangelho. Não podemos ficar parados!

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