Vox Dei nº 433 de 08 de janeiro de 2017

A Epifania do Senhor é uma festa religiosa cristã celebrada nos primeiros dias de janeiro. Para nós, cristãos católicos, a Solenidade da Epifania representa a assunção humana de Jesus Cristo, quando o Filho do Criador dá-se a conhecer ao Mundo. Na narração bíblica, Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém o mundo cristão celebra como epifanias três eventos: a Epifania propriamente dita perante os magos do Oriente; a Epifania a João Batista no rio Jordão; e a Epifania a Seus discípulos e início de Sua vida pública com o milagre de Caná quando começa o seu ministério. A palavra “epifania” significa um momento privilegiado de revelação, quando acontece um evento ou incidente que “ilumina” a vida da personagem.

Hoje, solenidade da “Epifania”, que significa “Manifestação”, volta com vigor o tema da luz. Hoje, o Messias, que em Belém se manifestou a humildes pastores da região, continua a revelar-se luz dos povos de todos os tempos e de todos os lugares. Para os magos, vindos do Oriente para O adorar, a luz do rei dos Judeus que acaba de nascer assume a forma de um astro celeste, muito brilhante, a ponto de atrai-los e os guiar até Jerusalém. Põe-nos, assim, nas pegadas das antigas profecias messiânicas: “uma estrela sai de Jacó e um cetro flamejante surge do seio de Israel” (Nm 24, 17).

Ainda hoje, o símbolo bíblico da estrela evoca profundos sentimentos, mesmo que, como tantos outros sinais do sagrado, corra o risco de se tornar banalizada pelo uso consumista que dela é feito. Todavia, recolocada no seu contexto original, a estrela que contemplamos no presépio fala ao espírito e ao coração do homem do terceiro milênio.

Portanto, iluminados por esta temática, somos hoje os ”magos” que buscamos encontrar a Deus para adorá-Lo e servi-Lo, porém, no nosso caminho nos deparamos com os “reis Herodes” que tentam com todo o tipo de artimanhas nos impedir na missão. Eles são representados pelas pessoas que seguem a mentalidade mundana de que somos nós os próprios deuses a quem todos devem servir e que cada um é o dono da sua história. O mundo tenta nos aliciar com as suas ideias falsas de felicidade e, se não estivermos vigilantes, cairemos em suas armadilhas.

Os magos seguiram a estrela que indicava a direção certa para que eles encontrassem o Menino Jesus e não se deixaram influenciar pelas palavras de Herodes. Encontrar Jesus é encontrar a felicidade verdadeira, a maior de todas as riquezas. Para isso, precisamos, assim como os magos, seguir a estrela sem olhar para o que é atrativo ao nosso redor.

Os presentes levados pelos Magos tem um rico significado teológico. O ouro aponta Jesus como o Rei universal; o incenso como Sacerdote pelo amor e serviço sem reservas nem medidas, até o extremo da morte, lembrada pela mirra! Depois que encontramos Jesus e oferecemos a Ele o nosso coração, o nosso sofrimento, as nossas ações e O adoramos em espírito e em verdade, nunca mais seremos os mesmos. Encontramos um Novo Caminho!